Varejo de Mato Grosso do Sul recua em maio, mas comércio ampliado mantém trajetória de crescimento

0

O comércio varejista de Mato Grosso do Sul registrou queda no volume de vendas durante o mês de maio de 2026, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar do desempenho negativo do varejo tradicional, os segmentos que integram o comércio ampliado apresentaram crescimento e ajudaram a sustentar a atividade econômica no Estado.

De acordo com o levantamento, as vendas do varejo sul-mato-grossense recuaram 0,5% em comparação com abril. Na análise em relação ao mesmo período do ano passado, a retração foi de 0,3%. Ainda assim, o setor mantém saldo positivo no acumulado de 2026, com avanço de 2,3%, além de crescimento de 1,8% nos últimos 12 meses.

Já o comércio ampliado, que inclui os segmentos de veículos, motocicletas, autopeças, materiais de construção e atacado especializado, apresentou resultado mais favorável. Em maio, o setor cresceu 1,3% na comparação mensal e avançou 3,4% em relação a maio de 2025. No acumulado do ano, a expansão chega a 5%, enquanto nos últimos 12 meses o crescimento alcança 3,7%.

O desempenho colocou Mato Grosso do Sul na 16ª posição entre os estados brasileiros no ranking do varejo tradicional. No comércio ampliado, o Estado alcançou a 10ª colocação nacional, demonstrando recuperação após oscilações registradas nos meses anteriores.

No cenário nacional, o IBGE informou que 11 das 27 unidades da federação apresentaram crescimento nas vendas do varejo em maio. O resultado brasileiro mostrou estabilidade, com variação positiva de 0,1% frente a abril, após queda registrada no mês anterior.

Especialistas avaliam que o comportamento do comércio sul-mato-grossense reflete um momento de cautela do consumidor, enquanto setores ligados a investimentos, construção civil e mercado automotivo continuam impulsionando o comércio ampliado.

Os números reforçam que, embora o varejo tradicional tenha perdido ritmo em maio, a economia do Estado segue sustentada por segmentos que mantêm demanda aquecida e contribuem para a geração de empregos e movimentação da renda em Mato Grosso do Sul.