Operação Gutenberg investiga suposto esquema de fraudes e cita assessor ligado a deputado estadual Jamilson Name

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As investigações da Operação Gutenberg, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), seguem revelando novos desdobramentos sobre um suposto esquema de corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Ministério Público Estadual, a organização investigada teria movimentado mais de R$ 27 milhões em contratos relacionados à aquisição de livros paradidáticos por prefeituras do Estado.

Entre as medidas cumpridas durante a operação, realizada no início de julho, estiveram diligências no gabinete do deputado estadual Jamilson Name (PP), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. O parlamentar, no entanto, não figura como investigado formalmente no procedimento até o momento.

Segundo os investigadores, um dos principais alvos da operação é Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, servidor da Polícia Civil que atua como assessor parlamentar no gabinete do deputado. O nome dele aparece em documentos e relatórios produzidos durante a apuração conduzida pelo Gaeco.

As investigações apontam para um suposto esquema envolvendo contratos de fornecimento de materiais educacionais a municípios sul-mato-grossenses. Além disso, os investigadores apuram denúncias de que a realização de exames e procedimentos na rede pública de saúde teria sido utilizada como instrumento de influência para favorecer a comercialização dos materiais em algumas cidades.

Em nota divulgada à imprensa, o deputado Jamilson Name afirmou não possuir qualquer participação nas irregularidades investigadas. O parlamentar ressaltou que seu assessor desempenha funções administrativas no gabinete e defendeu que todos os envolvidos tenham garantidos os direitos constitucionais ao contraditório e à ampla defesa.

O relatório elaborado pelo Gaeco também menciona outras autoridades políticas do Estado. Em razão da existência de pessoas com foro por prerrogativa de função entre os citados, parte da investigação foi encaminhada ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, instância competente para analisar eventuais fatos relacionados a agentes públicos com foro especial.

A Operação Gutenberg continua em andamento e busca esclarecer a atuação dos envolvidos, a legalidade dos contratos firmados e a eventual existência de prejuízos aos cofres públicos. Até o momento, não há condenações relacionadas ao caso, e as apurações seguem sob responsabilidade dos órgãos de investigação e do Poder Judiciário.