
O avanço do emprego, da qualificação profissional e das políticas de inclusão social tem transformado a realidade de milhares de famílias em Mato Grosso do Sul. Desde 2023, cerca de 27,6 mil beneficiários do programa Mais Social deixaram voluntariamente de receber o auxílio estadual após alcançarem melhores condições de vida e renda suficiente para manter suas famílias sem a necessidade do benefício.
Entre eles está Marcos Gabriel de Arruda Calonga, de 34 anos, morador de Campo Grande. Após anos enfrentando dificuldades financeiras, ele decidiu devolver o cartão do programa ao perceber que sua família já não dependia mais do auxílio para garantir o sustento mensal.
A trajetória de Marcos reflete a proposta do Mais Social, programa criado pelo Governo do Estado para promover segurança alimentar e servir como apoio temporário a famílias em situação de vulnerabilidade. Beneficiário desde 2018, ele ingressou no programa após perder o emprego em uma lavanderia. Em busca de novas oportunidades, fez cursos de capacitação, trabalhou como barbeiro, atuou em atividades comunitárias e atualmente exerce a função de vigilante em uma entidade sindical rural.
Com a melhora da renda familiar e a inserção dos filhos mais velhos no mercado de trabalho, a família alcançou estabilidade financeira. Segundo Marcos, a decisão de abrir mão do benefício foi motivada pela consciência de que outras pessoas ainda necessitam do apoio oferecido pelo programa.
Incentivo ao trabalho e à educação
Além da transferência de renda, o Governo de Mato Grosso do Sul tem ampliado ações voltadas à emancipação social das famílias atendidas. Entre as iniciativas está o Programa de Apoio à Mulher Trabalhadora e Chefe de Família, que oferece auxílio financeiro adicional para mães solo com filhos pequenos, possibilitando que ingressem ou permaneçam no mercado de trabalho.
Outra medida é o incentivo à permanência nos estudos. Beneficiárias do Mais Social que frequentam o ensino regular ou a Educação de Jovens e Adultos (EJA) recebem complemento financeiro mensal. Já estudantes de baixa renda podem contar com o programa MS Supera, que concede bolsas para cursos técnicos e universitários.
Queda da extrema pobreza
Os reflexos dessas políticas já aparecem nos indicadores sociais. Dados recentes apontam que Mato Grosso do Sul registrou uma redução superior a 40% na taxa de extrema pobreza em apenas dois anos, passando de 2,7% para 1,6% da população. O índice coloca o Estado entre os menores do país nesse indicador.
Outro dado relevante mostra que mais de 34 mil famílias deixaram a condição de insegurança alimentar, enquanto dezenas de milhares de pessoas superaram a linha da pobreza no mesmo período.
O cenário também é impulsionado pelo desempenho da economia estadual. Mato Grosso do Sul apresentou uma das menores taxas de desemprego do Brasil, resultado que contribui diretamente para a geração de renda e a redução da dependência de programas assistenciais.
Política voltada à emancipação social
A Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) destaca que o foco dos programas sociais estruturantes vai além do auxílio financeiro imediato. A proposta é criar condições para que os beneficiários tenham acesso à educação, qualificação profissional e oportunidades de emprego, promovendo autonomia e melhoria permanente da qualidade de vida.
O número crescente de famílias que deixam voluntariamente o Mais Social é apontado pelo governo como um dos principais indicadores de que as políticas públicas estão alcançando seu objetivo de transformar assistência em oportunidade de crescimento e independência financeira.
Foto: Monique Alves/Sead
Fonte: Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), Governo de Mato Grosso do Sul e dados do IBGE.

