Pacto Nacional pela Vida das Mulheres: Campo Grande Sedia Encontro de Gestoras das Casas da Mulher Brasileira

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Mato Grosso do Sul, berço da primeira CMB do País, recebe Ministra das Mulheres e autoridades para fortalecer políticas de combate à violência; Destaque para a integração estadual que permite cumprimento imediato de medidas protetivas.

O Governo de Mato Grosso do Sul sedia, nesta quinta (4) e sexta-feira (5), o 3º Encontro Nacional das Casas da Mulher Brasileira (CMB) em Campo Grande. O evento reúne gestoras de todo o País, representantes do Governo Federal, sistema de justiça e segurança pública, com o objetivo de reforçar um pacto interfederativo para aprimorar as políticas de prevenção, proteção e responsabilização contra a violência de gênero.

A secretária de Estado da Cidadania, Viviane Luiza, deu as boas-vindas destacando o papel pioneiro de MS, onde nasceu a primeira Casa da Mulher Brasileira.

“A violência contra nós, mulheres, é estrutural, e por ser estrutural, exige respostas estruturais, integradas e fortalecidas. Foi assim que a Casa da Mulher Brasileira nasceu aqui, para integrar serviços que antes nos obrigavam a peregrinar atrás dos nossos direitos,” afirmou Viviane.

Resposta Imediata e Integração Institucional

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, presente no evento, fez um forte chamado por responsabilidade política e ação urgente. “Cada feminicídio é um alerta de que precisamos agir com mais rapidez e firmeza,” declarou a Ministra, reforçando o compromisso do Governo Federal em liderar o pacto pela vida das mulheres.

O vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha) destacou os avanços institucionais de Mato Grosso do Sul, especialmente na integração dos sistemas de justiça e segurança pública. Ele ressaltou a tecnologia e a qualificação que permitem o cumprimento imediato das medidas protetivas de urgência por policiais civis ou militares, em articulação com o Tribunal de Justiça.

“Essa resposta imediata faz diferença na proteção da vida. A vida clama por resposta no exato momento em que a mulher faz um pedido de ajuda,” reforçou Barbosinha.

Debates e Estratégias para o Futuro

A programação do Encontro Nacional inclui debates cruciais para o futuro da política de enfrentamento à violência, como:

  • Diagnóstico das Casas da Mulher Brasileira e discussão de Gestão e Governança, em diálogo com a ONU Mulheres.

  • Protocolo de Atendimento a Mulheres LBTI.

  • Integração da Perspectiva Racial (Programa Casa da Igualdade Racial).

  • Apresentação de ferramentas como o DATA Mulheres para monitoramento e análise de dados.

O evento se encerra com a pactuação de estratégias de curto e médio prazos, visando fortalecer a autonomia econômica das mulheres e a institucionalidade das CMBs em todo o Brasil.