EUA Revogam Tarifa de 50% sobre 580 Produtos Brasileiros, Impulsionando Exportações

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Governo Donald Trump encerra integralmente pacote tarifário que encarecia itens agrícolas, minerais e aeroespaciais; Medida tem efeito retroativo a 13 de novembro e beneficia setores como carnes, frutas tropicais e combustíveis.

O Governo dos Estados Unidos revogou a última parte do pacote tarifário que impunha uma sobretaxa de 50% sobre uma extensa lista de produtos importados do Brasil e de outros mercados. A decisão, assinada pelo presidente Donald Trump na quinta-feira (20), encerra oficialmente a taxação que vinha afetando as exportações brasileiras.

A medida eliminou a sobretaxa adicional de 40%, que, somada à tarifa recíproca de 10% (já retirada na semana passada), elevava em 50% o custo de entrada de diversos itens no mercado americano. A revogação da sobretaxa de 40% é retroativa a 13 de novembro, normalizando o fluxo comercial.

Principais Setores Beneficiados

A sobretaxa era aplicada a cerca de 580 produtos, afetando especialmente setores estratégicos da economia brasileira. Com a revogação, alguns itens voltam a ter tarifa zero, enquanto outros retornam às alíquotas específicas anteriores.

Entre os principais produtos beneficiados estão:

  • Setor Agroalimentar: Carne bovina (cortes frescos, congelados, miúdos), frutas tropicais (manga, abacaxi, abacate, laranja), castanhas (caju, Pará), raízes (mandioca, inhame), café, chás, erva-mate e especiarias (pimenta, açafrão, cravo).

  • Derivados e Polpas: Polpas de frutas (manga, abacaxi), açaí, cacau e derivados (manteiga, pasta e pó), além de sucos cítricos.

  • Minerais e Combustíveis: Minério de ferro, concentrados de estanho, carvão, gás natural, óleo cru, gasolina e combustíveis de aviação, bem como fertilizantes (ureia, sulfato de amônio).

  • Aeroespacial e Tecnologia: Peças e componentes para aeronaves (pneus, motores, trens de pouso), além de equipamentos de tecnologia como impressoras, monitores, celulares e máquinas de processamento automático de dados.

A decisão de Washington é vista como um alívio para os exportadores brasileiros e tende a impulsionar a competitividade desses produtos no importante mercado consumidor americano.