
O ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB), após um período de prudência e articulação política, oficializou sua decisão de filiar-se ao Partido Liberal (PL) para concorrer a uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. A escolha, amplamente comentada nos bastidores políticos, sinaliza a formação de uma poderosa aliança partidária para sustentar sua candidatura em Mato Grosso do Sul.
Nos meios políticos, já se associa o número 22 do PL ao ex-governador. Além do convite pessoal e reiterado pelo ex-presidente, Azambuja conta com forte apoio de bolsonaristas e de legendas de centro e direita. Essa frente inclui partidos como o PP, da senadora Tereza Cristina e da prefeita Adriane Lopes, e o PRTB, do Capitão Contar, entre outras siglas.
O interesse principal do ex-presidente é garantir candidaturas competitivas que possam disputar e, potencialmente, ocupar as duas vagas de senador a que cada estado terá direito no próximo pleito. Assim, a direita e os bolsonaristas planejam apresentar dois nomes fortes: Azambuja e o atual senador Nelsinho Trad (PSD), que, alinhado ao ex-presidente, tem sido um parceiro fundamental na busca por recursos para o governo estadual e as prefeituras sul-mato-grossenses.
Liderança e Sucessão Política
A favor de Azambuja pesam não apenas as pesquisas de intenção de voto, mas também um histórico de prestígio e sucesso político. Seus dois mandatos como governador (2015-2022) registraram altos índices de aprovação. Ele foi o único governador de dois mandatos em Mato Grosso do Sul a eleger seu sucessor pelo próprio partido – feito não alcançado por Zeca do PT e André Puccinelli.
A trajetória política de Azambuja é marcada por várias vitórias, tanto como candidato quanto como “cabo eleitoral”. Ele foi eleito prefeito de Maracaju (duas vezes), deputado estadual, deputado federal e governador (dois mandatos). Como líder e dirigente de campanhas, ele contribuiu para a eleição da maioria dos prefeitos sul-mato-grossenses em três pleitos municipais (2016, 2020 e 2024).
Sua filiação ao PL concederá ao partido um poder político e eleitoral inédito no estado. Embora mude de partido, Azambuja manterá sua vasta rede de amigos e apoiadores do “ciclo PSDB”, incluindo o governador Eduardo Riedel. A sólida amizade e parceria política entre ambos indicam que continuarão juntos em 2026, com Azambuja concorrendo ao Senado e Riedel buscando a reeleição, em palanques de apoio mútuo.

