Depois de 12 anos, Bodoquena resgata a tradição de comemorar aniversário com rodeio

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Quando os portões da Feira do Produtor se abriram nesta segunda-feira (13), o que se viu foi mais que uma festa. Era o reencontro de Bodoquena com uma parte de si mesma. Após 12 anos sem uma grande comemoração de aniversário, o município voltou a celebrar em grande estilo seus 45 anos de emancipação político-administrativa, com arena lotada, montarias, música e famílias inteiras ocupando cada espaço disponível — como quem sabe o valor do que ficou tanto tempo ausente.

O deputado estadual Renato Câmara foi um dos primeiros a chegar. Reconhecido por sua atuação em municípios do interior, ele participou da abertura oficial das festividades e destacou o simbolismo do momento. Ao longo dos últimos anos, destinou emendas que ajudaram a equipar unidades de saúde, climatizar salas de aula, adquirir materiais permanentes e garantir transporte universitário com a entrega de um micro-ônibus. “É bonito ver uma cidade que volta a se encontrar com a alegria, e as pessoas de Bodoquena merecem muito mais”, disse o parlamentar.

A prefeita Girleide Rovari, primeira mulher eleita para governar o município, teve seu nome ecoado com aplausos. Na arena, falou pouco — e com firmeza. Ressaltou que trazer de volta o rodeio é uma forma de reconectar Bodoquena com sua própria história. Em sua gestão, as comemorações de aniversário voltaram a ocupar o espaço público.

Após a abertura com as autoridades e a  programação seguiu com os shows. O público permaneceu na arena para assistir à apresentação de Lyanne Melo e Banda, às 21h30, seguida pelo show da dupla João Bosco & Vinícius, à meia-noite.

A noite contou ainda com a presença de outras lideranças políticas. Estiveram em Bodoquena o deputado estadual Júnior Mochi, o ex-governador André Puccinelli, os deputados federais Beto Pereira e Marcos Pollon, além do prefeito de Caracol, Neco Pagliosa, seu vice Oséias Ferreira (Preguinho), e vereadores da Câmara Municipal.

Foi uma noite de reencontros. Com a tradição, com a cidade e com a certeza de que festejar também é um modo de cuidar — da memória, das pessoas e daquilo que, por vezes, o tempo tenta apagar, mas que o afeto coletivo insiste em reconstruir.

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