Gaeco investiga cartel suspeito de fraudar R$ 3 milhões em licitações em MS

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O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), deflagrou nesta quarta-feira (28) a Operação Trama Oculta, que investiga um suposto esquema de combinação de preços em licitações públicas. Os contratos sob suspeita somam aproximadamente R$ 3 milhões, segundo as informações divulgadas pelo órgão.

A operação mobilizou equipes para cumprir 28 mandados de busca e apreensão e 14 medidas cautelares diferentes da prisão em sete municípios: Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Dourados, Mundo Novo, Jardim e Sidrolândia.

As apurações envolvem empresários do setor de confecções, suspeitos de combinar previamente os valores apresentados em pregões públicos. Conforme a investigação, a prática teria criado uma falsa concorrência entre empresas, favorecendo a elevação artificial dos preços nas contratações realizadas pelo poder público.

O Ministério Público também apura possíveis casos de cooptação de servidores públicos mediante pagamento de propina para facilitar as irregularidades e permitir o superfaturamento de contratos.

Investigação começou com apreensão de celular

A apuração teve origem na análise de informações extraídas de um telefone celular apreendido durante a Operação Malebolge, realizada em fevereiro de 2025. O conteúdo revelou indícios de uma possível estrutura paralela de fraudes envolvendo empresários ligados ao ramo de confecções.

A partir desse material, os investigadores aprofundaram as diligências e identificaram, até o momento, 15 processos licitatórios com suspeitas de fraude, cujos contratos alcançam cerca de R$ 3 milhões.

Nome da operação faz referência ao esquema investigado

A denominação Trama Oculta está relacionada tanto à atividade comercial dos investigados quanto às articulações que, segundo o Gaeco, teriam ocorrido nos bastidores das licitações. A suspeita é de que as propostas fossem previamente ajustadas para dar aparência de disputa legítima aos processos de contratação.

As medidas judiciais realizadas nesta quarta-feira buscam reunir novos elementos para esclarecer o funcionamento do esquema e identificar a eventual participação de cada envolvido.

As investigações continuam, e os suspeitos não podem ser considerados culpados antes de uma decisão judicial definitiva.