Agricultora perde quase R$ 3 milhões em golpe após falsa orientação de segurança bancária em Campo Grande

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Uma agricultora de 65 anos foi vítima de um golpe eletrônico que resultou em um prejuízo de aproximadamente R$ 2,95 milhões em Campo Grande. O caso foi registrado na Polícia Civil nesta sexta-feira (18) e está sendo investigado como estelionato mediante fraude eletrônica.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima acreditava estar realizando uma transferência segura de seus recursos entre instituições financeiras quando acabou enviando praticamente todo o seu patrimônio para uma conta controlada por criminosos.

Segundo o relato, a agricultora começou a receber ligações de um homem que se apresentava como integrante do setor de segurança de uma instituição bancária. Utilizando informações detalhadas e linguagem técnica, o suspeito afirmou que seria necessário transferir os recursos para uma conta supostamente vinculada ao banco para evitar riscos e proteger o patrimônio da cliente.

Convencida pela narrativa apresentada, a produtora rural compareceu a uma agência financeira onde mantinha aplicações e realizou diversas transferências eletrônicas seguindo as orientações recebidas por telefone. As operações somaram cerca de R$ 2,95 milhões, valor que representava grande parte de seu patrimônio.

Somente após a conclusão das transações ela percebeu que os recursos não haviam sido direcionados para a instituição financeira mencionada pelo suposto funcionário. O dinheiro foi enviado para a conta de uma empresa desconhecida da vítima, sem qualquer vínculo comercial ou contratual com ela.

As investigações apontam que os criminosos utilizaram uma técnica conhecida como engenharia social, método em que golpistas manipulam psicologicamente a vítima para obter informações ou induzi-la a realizar operações financeiras acreditando estar em uma situação legítima.

O caso chama ainda mais atenção porque a agricultora já havia sido alvo de outra fraude recentemente. Meses antes, ela sofreu um golpe envolvendo um falso advogado e teve prejuízo superior a R$ 300 mil. Desde então, a vítima buscava alternativas para proteger seus recursos financeiros, circunstância que teria sido explorada pelos criminosos.

Após perceber a fraude, a agricultora procurou as autoridades e solicitou a adoção de medidas para identificar os envolvidos, rastrear o destino dos valores transferidos e tentar bloquear os recursos antes que sejam movimentados.

Especialistas em segurança digital alertam que instituições financeiras não costumam solicitar transferências de dinheiro para contas de terceiros como forma de proteção patrimonial. Em casos de contato suspeito, a orientação é encerrar a ligação e procurar diretamente os canais oficiais do banco antes de realizar qualquer operação.

A Polícia Civil segue investigando o caso para identificar os responsáveis pelo golpe e verificar a possibilidade de recuperação dos valores desviados.