
O mercado da carne suína registrou queda nos preços ao longo de junho, refletindo o aumento dos estoques industriais e um cenário de maior concorrência com outras proteínas animais. Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que o valor médio da carcaça especial suína comercializada na Grande São Paulo apresentou recuo até o dia 23 do mês.
Apesar da demanda aquecida, impulsionada pelas festividades típicas do período e pelas temperaturas mais baixas registradas em diversas regiões do país, o volume de produto armazenado pela indústria limitou a reação dos preços no atacado.
Analistas do mercado destacam que a carne suína perdeu parte da competitividade frente às principais concorrentes. Isso porque os preços da carcaça bovina e do frango resfriado apresentaram quedas ainda mais expressivas no mesmo período, tornando essas proteínas mais atrativas para consumidores e compradores do setor varejista.
O movimento representa uma mudança de cenário em relação aos últimos meses. Segundo levantamento do Cepea, a carne suína vinha acumulando oito meses consecutivos de valorização em comparação à carne bovina e dois meses frente ao frango. A tendência, entretanto, foi interrompida na parcial de junho.
Especialistas avaliam que o comportamento dos preços evidencia a importância do equilíbrio entre oferta e demanda. Mesmo com o consumo aquecido, o excesso de estoques na indústria acabou reduzindo o poder de reação do mercado, influenciando diretamente a formação dos preços da proteína suína.
A expectativa do setor agora é acompanhar o comportamento da demanda nas próximas semanas e a evolução dos estoques, fatores que deverão determinar os rumos do mercado no segundo semestre.

