MS Irriga avança com capacitação técnica e reforça estratégia de produção sustentável no campo

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O Governo de Mato Grosso do Sul tem intensificado as ações do programa MS Irriga como uma das principais iniciativas para ampliar a produtividade agrícola aliada à sustentabilidade. Coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, o projeto aposta na qualificação profissional como eixo central para fortalecer o setor rural.

Com foco nos 26 municípios que integram o polo de agricultura irrigada da região Centro-Sul do Estado, o programa busca aprimorar a atuação de técnicos que trabalham diretamente no desenvolvimento das propriedades, especialmente as de pequeno e médio porte. A proposta é garantir que esses profissionais estejam preparados para todas as etapas dos sistemas de irrigação, desde o planejamento até a manutenção, promovendo o uso eficiente dos recursos hídricos.

Na última semana, uma das atividades práticas foi realizada em Dourados, nas dependências da Universidade Federal da Grande Dourados. O encontro reuniu participantes do Módulo II da capacitação, voltado à pecuária com ênfase no manejo de pastagens, reforçando a integração entre teoria e prática.

As capacitações do MS Irriga ocorrem em formato híbrido, combinando aulas online com encontros presenciais. O conteúdo é ministrado por especialistas de diversas regiões, incluindo profissionais de fora do Estado, e conta com apoio de instituições parceiras que oferecem estrutura para atividades de campo.

Nos últimos ciclos, o programa já apresentou resultados expressivos. Em 2025, foram capacitados 35 técnicos na área de pecuária leiteira, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural, além de outros 50 profissionais no módulo voltado à fruticultura e hortaliças. Já em 2026, o Módulo II qualificou 55 técnicos, encerrando as atividades no dia 9 de abril.

O público atendido inclui técnicos de nível médio em agropecuária e profissionais de nível superior das áreas de agronomia, engenharia agrícola, zootecnia e medicina veterinária, vinculados a instituições como a AGRAER, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e também à iniciativa privada.

De acordo com o secretário-executivo de Desenvolvimento Sustentável, Rogério Beretta, a iniciativa vai além da qualificação técnica. Segundo ele, a expectativa é que os profissionais capacitados atuem como multiplicadores, disseminando práticas mais eficientes entre os produtores rurais, contribuindo para o aumento da produtividade e a redução de riscos na atividade agropecuária.

O gestor do programa, o engenheiro agrônomo Sandro Cardoso, destaca que as atividades práticas são essenciais para consolidar o aprendizado. No módulo anterior, por exemplo, o dia de campo ocorreu no Centro de Excelência do SENAR, em Campo Grande, enquanto a etapa mais recente utilizou a estrutura da UFGD, reconhecida pela capacidade técnica.

Para o próximo ciclo, o governo estadual já trabalha na implementação do Módulo III, com foco em grandes culturas como soja e milho. A previsão é que as atividades ocorram entre agosto e setembro, com ações práticas planejadas na Embrapa Agropecuária Oeste.

Segundo o titular da Semadesc, Artur Falcette, a definição das áreas prioritárias do programa foi construída em conjunto com entidades parceiras, alinhando as demandas do setor produtivo às estratégias do governo. A iniciativa, afirma, reforça o objetivo de posicionar o Estado como referência nacional em irrigação sustentável.

Criado para ampliar a área irrigada de forma responsável, o MS Irriga também oferece incentivos como benefícios fiscais, apoio ao licenciamento ambiental e acesso facilitado ao crédito, incluindo linhas do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), operacionalizadas pelo Banco do Brasil. A meta do programa é alcançar até 4 milhões de hectares irrigados, promovendo diversificação produtiva e uso racional da água.