Julgamento de recurso contra presidente da Câmara de Aquidauana é novamente adiado pelo TRE-MS

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul adiou mais uma vez o julgamento do recurso eleitoral envolvendo o vereador e presidente da Câmara Municipal de Aquidauana, Everton Romero (PSDB). A análise do caso, que estava prevista para terça-feira (14), foi remarcada ao final da sessão e deverá ocorrer no próximo dia 27 de abril.

O processo tem origem em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) proposta pelo Ministério Público Eleitoral, que tenta reverter a decisão de primeira instância. Em setembro de 2025, a juíza Kelly Gaspar Duarte considerou a denúncia improcedente por entender que não havia provas suficientes para sustentar as acusações.

A investigação apura suposto abuso de poder econômico e captação ilícita de votos durante o período eleitoral de 2024. De acordo com o Ministério Público, no dia 5 de outubro daquele ano, véspera do pleito municipal, teria ocorrido a distribuição irregular de combustível em um posto localizado na região central de Aquidauana, com o objetivo de favorecer a candidatura de Romero.

O nome de Bruno Bica aparece como peça central nas investigações. Segundo o MPE, ele teria coordenado a ação, autorizando o abastecimento de veículos sem pagamento imediato. A defesa do parlamentar, por sua vez, sustenta que Bica não integrava a campanha eleitoral nem possuía autorização para agir em nome do então candidato.

Ainda assim, o Ministério Público destaca a relação de proximidade entre ambos. Bica já ocupou cargo de assessor parlamentar na Câmara por indicação de Romero e, atualmente, exerce função comissionada na administração municipal.

Durante a fase de instrução, testemunhas apresentaram versões distintas para justificar os abastecimentos. Um casal declarou ter recebido combustível como forma de pagamento pela venda de peixes a Bica. Já outro motorista afirmou que o abastecimento foi realizado como pagamento por serviços de propaganda com carro de som, alegando não ter vínculo com o vereador.

O recurso em análise é considerado decisivo para o futuro político de Everton Romero. Caso o TRE-MS entenda que houve irregularidades, o parlamentar poderá sofrer sanções como a perda do mandato e a inelegibilidade por até oito anos.

Enquanto isso, o caso segue acompanhado de perto por lideranças políticas e pela população local, que aguardam o novo julgamento na Corte eleitoral sul-mato-grossense.