
Ainda existe muita água para passar por debaixo da ponte, mas o PL de Mato Grosso do Sul já enfrenta uma sinuca de bico: como acomodar os nomes na chapa ao Senado em 2026.
Enquanto outros partidos ainda buscam candidatos para compor as vagas majoritárias, o PL lida com o problema inverso: precisa dispensar um nome forte. Flávio Bolsonaro já indicou que Reinaldo Azambuja será o candidato do partido ao Senado, consolidando o ex-governador na disputa.
Com isso, resta a briga pela segunda vaga. O PL teria dois pré-candidatos competitivos: Capitão Contar e Marcos Pollon. Ambos têm base eleitoral no estado e já se movimentam nos bastidores.
O cenário fica mais complexo com os números da última pesquisa. Levantamento do Instituto Ranking Brasil Inteligência, registrado no TSE sob os números BR-06854/2026 e MS-06417/2026, mostra empate técnico entre os principais nomes. Realizada entre 1º e 6 de fevereiro com dois mil eleitores, a pesquisa aponta Reinaldo Azambuja com 36,6% e Capitão Contar com 35,4% das intenções de voto. Marcos Pollon aparece com 4,6%. bd36
Com margem de erro de 2,2 pontos percentuais, Azambuja e Contar estão tecnicamente empatados na liderança, enquanto Pollon corre por fora. O estudo ainda revela alto índice de indecisos: 20,9% não votariam em nenhum dos nomes e 20,6% não sabem em quem votar. bd36
O impasse expõe o desafio do PL: escolher entre manter Capitão Contar, que já disputou o governo e tem recall, ou apostar em Marcos Pollon, nome ligado à base bolsonarista mais mobilizada. A decisão deve passar por Flávio Bolsonaro e pelo diretório nacional, já que a eleição de 2026 será decisiva para o tamanho da bancada no Senado.
Com Azambuja praticamente confirmado e Contar tecnicamente empatado com ele nas pesquisas, a sigla terá que definir se abre mão de um candidato competitivo ou busca costurar uma saída que evite racha interno. A definição das candidaturas e das alianças será determinante para o desfecho da eleição em um estado chave do Centro-Oeste.

