Queda nas Temperaturas Exige Vigilância Contra Vírus Respiratórios em Crianças

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Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça orientações sobre vacinação, higiene e distanciamento preventivo para proteger bebês e crianças pequenas durante o inverno.

Com a chegada das massas de ar frio ao Mato Grosso do Sul, as autoridades de saúde acendem o sinal de alerta para a saúde infantil. A queda nos termômetros é o cenário ideal para a propagação de patógenos, tornando os bebês — que ainda possuem o sistema imunológico em formação — o grupo mais suscetível a complicações.

Lívia Maziero, gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, enfatiza que a prevenção não deve ser esporádica, mas sim um hábito incorporado ao cotidiano das famílias. “Evitar aglomerações e manter a higiene rigorosa são medidas decisivas para barrar a evolução de quadros simples para casos graves”, alerta a especialista.

Estratégias de Proteção e Etiqueta Respiratória

Para reduzir a exposição dos pequenos aos agentes infecciosos, a SES recomenda mudanças práticas na rotina familiar:

  • Evite locais fechados: Shoppings e centros comerciais com pouca ventilação devem ser evitados.

  • Isolamento de sintomas: Crianças com tosse, coriza ou febre não devem frequentar creches ou escolas para evitar surtos locais.

  • Cuidado doméstico: Se houver adultos resfriados na residência, o uso de máscara e a lavagem constante das mãos antes de tocar na criança são obrigatórios.

  • Ambientes arejados: Mesmo no frio, é essencial manter janelas abertas por períodos do dia para a circulação do ar.

A Força da Imunidade e da Vacina

A principal barreira contra formas graves de doenças como a gripe e a bronquiolite continua sendo o calendário vacinal. Crianças entre 6 meses e 5 anos têm prioridade na imunização. Além disso, a saúde pública destaca o aleitamento materno e a alimentação balanceada como “escudos naturais” que fortalecem o organismo infantil.

Quando buscar ajuda médica?

A orientação é monitorar os sintomas de perto. Medidas simples, como a lavagem nasal com soro fisiológico e o afastamento de fumantes, ajudam na recuperação. No entanto, os pais devem procurar imediatamente uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou pronto-atendimento caso a criança apresente:

  1. Febre persistente que não cede com medicação comum;

  2. Chiado ou esforço visível ao respirar (cansaço);

  3. Tosse intensa e persistente.

A SES reforça que o cuidado preventivo é o caminho mais curto para garantir que as famílias atravessem o período de inverno com segurança, evitando a sobrecarga dos sistemas de saúde e garantindo o bem-estar dos pequenos sul-mato-grossenses.

Nota de utilidade: Para casos leves, a UBS mais próxima é o primeiro local de atendimento indicado. Em situações de emergência respiratória grave, procure a UPA ou hospital regional.