
Em uma tentativa de conter a escalada de preços nas bombas e garantir a transparência ao consumidor, o Procon Mato Grosso do Sul realizou, nesta quinta-feira (19 de março), uma reunião estratégica com os principais elos da cadeia de abastecimento do estado. O encontro reuniu oito gigantes do setor de distribuição e transporte para dissecar os motivos da recente alta nos combustíveis.
Participaram do debate representantes das empresas Vibra Energia, Ipiranga, Ciapetro, Taurus, Simarelli, Royal Fic, Small e Cenze. O foco central foi entender o que está impulsionando os reajustes e como proteger o bolso do sul-mato-grossense diante da instabilidade global.
Durante a reunião, as distribuidoras apresentaram um cenário de pressão externa. Entre os principais fatores citados para a majoração dos preços estão:
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Conflitos no Oriente Médio: A instabilidade geopolítica tem gerado incertezas no fornecimento das refinarias.
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Custo de Importação: Com a oferta interna restrita, as empresas estão importando mais combustível, o que encarece o produto final devido à paridade internacional.
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Logística Estrangulada: Houve relatos unânimes sobre o aumento nos custos de fretes marítimos e rodoviários, além da necessidade de manter estoques de reserva para evitar o desabastecimento.
O secretário-executivo do Procon-MS, Antonio José Angelo Motti, afirmou que o órgão enviará notificações recomendatórias às distribuidoras, seguindo o modelo já aplicado aos postos de combustíveis. A ideia é alinhar os processos de fiscalização para identificar onde termina o custo real e onde começa a margem abusiva.
“Precisamos atuar com justiça para preservar a verdade e defender o consumidor”, destacou Motti, reforçando que o Procon não aceitará repasses automáticos sem justificativa técnica plausível.
O diretor-executivo do Sinpetro, Edson Lazaroto, explicou que a flutuação diária do petróleo no mercado internacional tem um impacto quase instantâneo para o revendedor. O diálogo mediado pelo Procon é visto como uma ferramenta para levar clareza à população, evitando pânico ou desinformação.
Além da cúpula do Procon, o encontro contou com a presença da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e de gestores de defesa do consumidor de municípios como Chapadão do Sul, consolidando uma frente unificada de monitoramento em todo o Mato Grosso do Sul.
O que o consumidor deve saber?
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Monitoramento: O Procon continuará cruzando dados de notas fiscais de compra e venda.
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Denúncia: Caso perceba variações desproporcionais entre postos de uma mesma região, o cidadão deve acionar os canais oficiais do órgão.
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Transparência: A expectativa é que, com a fiscalização nas distribuidoras, o ritmo de subida dos preços perca fôlego nas próximas semanas.

