
O Governo de Mato Grosso do Sul, via Secretaria de Estado de Saúde (SES), deflagrou uma ofensiva estratégica para frear o avanço das arboviroses nas comunidades indígenas de Dourados e Itaporã. A medida responde a um cenário epidemiológico crítico: em 2026, os índices de Chikungunya superaram os registros do ano anterior, com transmissão ativa e pressão severa sobre as unidades de atendimento locais.
Até o momento, a reserva indígena já contabiliza 150 casos confirmados e, tragicamente, três óbitos, o que motivou uma reunião de emergência integrando o Ministério da Saúde, Sesai, DSEI, Força Nacional do SUS e lideranças locais para coordenar uma resposta imediata.
Entre os dias 9 e 11 de março, uma operação de guerra foi montada nas aldeias Jaguapiru e Bororó. Cerca de 100 profissionais percorreram a região para realizar o controle vetorial e a assistência direta à população de mais de 21 mil indígenas.
Os resultados das vistorias acenderam um alerta sobre o descarte de resíduos e armazenamento de água:
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Imóveis vistoriados: 2.355
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Focos do mosquito encontrados: 589
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Perfil dos criadouros: 90% dos focos estavam em caixas d’água, pneus e lixo acumulado.
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Ações de bloqueio: 43 imóveis receberam borrifação costal e houve aplicação pesada de inseticida com máquinas LECO, além da instalação de armadilhas (ovitrampas) para monitoramento.
A secretária-adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, enfatizou que o foco total do Governo de MS é a solução prática, sem divisões de competências. “O Estado está 100% disponível para apoiar e coordenar. Precisamos assegurar a linha de cuidado ao paciente enquanto eliminamos os criadouros com urgência”, destacou.
A estrutura atual conta com 4 unidades básicas e 6 equipes de saúde indígena, que agora recebem o reforço técnico e logístico da Secretaria de Obras e do Hospital Universitário (HU/UFGD) para suportar a demanda crescente.
A vigilância epidemiológica continuará intensificada nas próximas semanas. A prioridade absoluta é a limpeza e vedação de caixas d’água, além da remoção de entulhos que acumulam água das chuvas. Novas etapas de borrifação e visitas domiciliares estão previstas para garantir que o surto seja contido antes de se espalhar para outras regiões do estado.
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