
A prevenção contra o fogo que ameaça o bioma pantaneiro foi um dos destaques do programa MS Cidadão, realizado neste sábado na Escola Estadual Marly Russo. Uma equipe da Guarnição de Combate a Incêndio Florestal (GCIF), composta pelo Tenente Crisanto e os Subtenentes Reber e Meza, marcou presença no evento para conscientizar a população e detalhar as estratégias de proteção ambiental em Mato Grosso do Sul.
Em entrevista ao repórter Kleber Gaeta, os militares ressaltaram que, embora a estação seca se intensifique entre abril e setembro, o trabalho de monitoramento e preparação é ininterrupto, especialmente em regiões críticas como Aquidauana, Corumbá e Coxim.
Os especialistas explicaram que o Pantanal possui características únicas que facilitam a propagação das chamas. O alerta principal recai sobre:
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Baceiros e Camalotes: Plantas aquáticas que, com a baixa dos rios, secam nas margens e se transformam em um combustível altamente inflamável.
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Fogo de Turfa: O acúmulo de matéria orgânica no solo cria uma camada que queima debaixo da terra. Esse tipo de incêndio é um dos mais desafiadores, pois pode durar meses e é invisível na superfície, dificultando o combate direto.
O Corpo de Bombeiros Militar de MS (CBMMS) opera sob a coordenação do Centro de Proteção Ambiental (CPA), utilizando um arsenal tecnológico para antecipar desastres:
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Geomonitoramento: Satélites e drones são usados para prever o comportamento do fogo e otimizar o deslocamento das equipes.
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Ciclos de Atuação: Os militares operam em ciclos de 10 dias em bases avançadas, garantindo uma resposta rápida a qualquer foco detectado.
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Equipamentos Específicos: Além de bombas costais e abafadores, as equipes utilizam sopradores e queimadores “pinga-fogo” para técnicas de combate indireto.
Além do combate, a guarnição enfatizou a importância de ações preventivas junto aos proprietários rurais, como a abertura de aceiros e a realização de queimas controladas sob supervisão. O trabalho é feito em parceria com o Imasul e órgãos federais, unindo esforços para preservar a biodiversidade do estado.
“A vegetação torna-se extremamente propensa ao fogo durante a seca. Nosso foco é a prevenção e o uso da tecnologia para proteger nossa fauna e flora”, reforçaram os militares durante a ação em Aquidauana.

