
Teve início nesta quinta-feira (5) o período de janela partidária, marco do calendário eleitoral que permite a migração de parlamentares entre legendas sem o risco de punição por infidelidade. Até o dia 3 de abril, deputados estaduais e federais podem reavaliar suas alianças e buscar novos espaços políticos para as disputas eleitorais de outubro.
Prevista na legislação e chancelada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a janela ocorre obrigatoriamente em anos de eleição. O prazo de 30 dias é estratégico para parlamentares que buscam viabilizar candidaturas à reeleição ou a cargos majoritários, como Senado e Governo. Na prática, o período costuma redesenhar as forças políticas e fortalecer siglas que articulam projetos robustos para o pleito.
Os bastidores da Assembleia Legislativa já indicam uma movimentação intensa. Se as previsões se confirmarem, o cenário partidário sofrerá alterações significativas em comparação ao início da legislatura em 2023.
Confira a estimativa de composição pós-janela:
| Partido | Bancada em 2023 | Previsão 2026 | Evolução |
| PL | 3 | 7 | +4 |
| PSDB | 6 | 3 | -3 |
| PT | 3 | 3 | Estável |
| PP | 2 | 3 | +1 |
| MDB | 3 | 2 | -1 |
| Republicanos | 1 | 2 | +1 |
| União Brasil | 1 | 2 | +1 |
| Novo | 0 | 1 | +1 |
Outras siglas como PDT, PRTB, Patriota, PSB e Podemos, que possuíam um representante cada em 2023, podem ter suas bancadas zeradas ou alteradas conforme as negociações.
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Apesar das projeções, o quadro final ainda é incerto. Muitos parlamentares optam por “bater o martelo” apenas no encerramento do prazo, em 3 de abril, aguardando definições de diretórios federais e o fechamento de coligações estratégicas. Atualmente, ao menos um parlamentar permanece sem definição confirmada para o futuro partidário.


