
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), deu um passo decisivo na estruturação da segurança pública com o início do curso de formação para novos agentes e analistas socioeducativos. A solenidade, realizada nesta segunda-feira (23) na sede da Adepol-MS, marca a etapa final do concurso público iniciado em 2025 e reforça o compromisso do estado com a reeducação de jovens em conflito com a lei.
O grupo é composto por 95 novos servidores, sendo 69 agentes de segurança e 26 analistas (13 assistentes sociais e 13 psicólogos), que atuarão nas Unidades Educacionais de Internação (UNEIs) e de Semiliberdade (UESLs) de Mato Grosso do Sul.
Durante a aula magna, o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, enfatizou que o fortalecimento das carreiras de segurança é um pilar estratégico para a economia sul-mato-grossense.
“Segurança pública não é despesa, é investimento. Investir em segurança é atrair novos negócios para o Estado. A ausência dela afugenta investidores”, afirmou Videira.
O secretário pontuou ainda que o papel dos novos servidores é evitar que o adolescente avance para o sistema penitenciário adulto, atuando na “ponta mais sensível” da segurança pública.
Diferente de processos seletivos anteriores, como o de 2013, o atual certame reflete a modernização da carreira, exigindo nível superior e etapas rigorosas como TAF (Teste de Aptidão Física) e avaliação psicotécnica. A formação atual segue matrizes específicas:
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Agentes de Segurança: 120 horas de treinamento, com foco em técnicas operacionais, gestão de riscos e estágio supervisionado.
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Analistas: 80 horas de capacitação técnica, normativa e psicossocial, abordando direitos humanos e práticas restaurativas.
A superintendente de Assistência Socioeducativa, Tatiana Rezende Nassar, destacou que o sistema exige profissionais preparados técnica e emocionalmente para equilibrar o rigor funcional com a sensibilidade necessária para orientar projetos de vida.
Representantes do Judiciário e da Defensoria Pública também reforçaram o peso da responsabilidade que os novos servidores assumem. O defensor público Edson Cardoso lembrou que muitos desses jovens vêm de trajetórias onde a família ou a sociedade falharam, cabendo agora ao Estado oferecer a oportunidade de um novo horizonte.
Já o juiz Jorge Tadashi Kuramoto ressaltou que os profissionais não devem ser “meros vigilantes”, mas exemplos de legalidade e dignidade dentro das unidades.
Atualmente, Mato Grosso do Sul possui nove unidades socioeducativas distribuídas por pontos estratégicos do estado. Com a entrada dos novos servidores, o quadro — que hoje conta com 236 agentes e 45 analistas — ganhará um reforço essencial para o atendimento em:
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Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Ponta Porã e Corumbá.

