Cateto Flora ganha lar planejado e foco em bem-estar no Bioparque Pantanal

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O complexo do Bioparque Pantanal recebeu, nesta segunda-feira (23), uma nova e ilustre integrante para o seu plantel de fauna terrestre. A pequena Flora, uma fêmea de cateto (Pecari tajacu), é o mais novo símbolo de conservação e educação ambiental do local, após ser transferida do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS).

O acolhimento de Flora reforça o papel do Bioparque para além da exibição de peixes, consolidando-se como um santuário para animais que, por diversos motivos, não possuem mais condições de sobrevivência na natureza.

Para receber a nova moradora, uma equipe técnica preparou um recinto exclusivo no jardim externo do complexo, respeitando rigorosamente as normas do Ibama. O espaço foi projetado para mimetizar o habitat natural da espécie e inclui:

  • Solo Natural: Áreas com terra e gramado para o comportamento de forrageio.

  • Piscina de Lama: Item essencial para a termorregulação e refresco do animal em dias de calor intenso.

  • Área de Cambiamento: Espaço técnico para manejo seguro e cuidados veterinários.

  • Estímulos Ambientais: Pontos estratégicos de alimentação e água.

A história de Flora é um alerta sobre a interação humana com a fauna silvestre. Resgatada ainda filhote e entregue voluntariamente ao CRAS, a cateto teve um contato muito próximo com seres humanos durante seu desenvolvimento.

Essa proximidade comprometeu seus instintos naturais de defesa e busca por alimento, tornando-a dependente do cuidado humano. Segundo a coordenadora do CRAS, Aline Duarte, essa condição inviabiliza uma soltura segura, motivo pelo qual o Bioparque foi escolhido como o destino ideal para garantir sua qualidade de vida.

Antes mesmo da mudança, biólogos e veterinários do Bioparque realizaram visitas ao CRAS para exames clínicos, pesagem e desverminação. Agora em sua nova casa, Flora já segue um cronograma de treinamento e condicionamento.

“A adaptação superou nossas expectativas. Ela já explorou o ambiente e interagiu bem com os cuidadores”, afirmou a bióloga-chefe Carla Kovalski.

A diretora-geral do Bioparque, Maria Fernanda Balestieri, ressaltou que Flora se junta a outros “embaixadores” da fauna no local, como a loba Delinha e as famosas serpentes do complexo. A presença desses animais serve para sensibilizar o público sobre os impactos da domesticação de espécies silvestres e a importância da preservação dos habitats.

Os visitantes já podem conhecer a Flora durante o percurso pelo jardim externo, onde ela cumpre sua nova missão: educar através de sua história.