
Uma ocorrência de violência doméstica ou interpessoal mobilizou as forças de segurança e resgate na noite deste domingo (18). Por volta das 21h, o Corpo de Bombeiros (2º SGBM / 3º GBM) foi acionado para atender uma mulher vítima de arma branca em uma residência localizada no Bairro Paraíso.
A equipe de resgate encontrou a vítima, identificada pelas iniciais C.S.P.F. (47 anos), consciente e com sinais vitais estáveis, porém com múltiplos ferimentos pelo corpo.
Atendimento e Lesões
Durante a avaliação técnica, os bombeiros constataram que a mulher sofreu ferimentos do tipo corto-lacerante em todo o membro superior, atingindo as regiões do braço, cotovelo e antebraço.
No momento da chegada da guarnição, não havia hemorragia ativa (sangramento intenso), mas a natureza das lesões exigiu a aplicação de curativos compressivos para proteger as áreas afetadas e evitar infecções ou novos sangramentos.
Recusa de Encaminhamento
Apesar da gravidade visual dos cortes e da recomendação dos socorristas para que fosse avaliada em uma unidade hospitalar, a vítima optou por não ser levada ao Hospital Regional.
Diante da decisão, os militares confeccionaram um termo de recusa de atendimento, que foi assinado pela própria vítima e testemunhado por familiares. A Polícia Militar, que já estava no local preservando a cena e acompanhando o caso, também acompanhou o procedimento administrativo.
Riscos de Complicações
O Corpo de Bombeiros reforça que, em casos de ferimentos por arma branca (facas, canivetes ou similares), o atendimento médico especializado é fundamental. Mesmo quando não há sangramento visível, existe o risco de:
-
Lesões internas em nervos ou tendões;
-
Infecções graves por contaminação da lâmina;
-
Hemorragias tardias que podem ocorrer após o fechamento superficial do corte.

