Alerta Epidemiológico: MS inicia 2026 com mais de 260 notificações de Dengue e Chikungunya

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O primeiro boletim epidemiológico de 2026, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta quinta-feira (15), acende o sinal de alerta para as arboviroses em Mato Grosso do Sul. Nas primeiras semanas do ano, o estado já contabiliza 132 casos prováveis de Dengue e 131 de Chikungunya, somando 263 notificações sob monitoramento.

Até o momento, as confirmações laboratoriais e clínico-epidemiológicas totalizam dois casos para cada doença. Em relação à Dengue, as confirmações foram registradas em Cassilândia e Chapadão do Sul, enquanto os casos de Chikungunya ocorreram em Chapadão do Sul e Jardim. Felizmente, não há registro de óbitos ou casos confirmados em gestantes.

Vacinação: Mais de 200 mil doses aplicadas

Mato Grosso do Sul segue como referência na imunização contra a Dengue, tendo aplicado 201.633 doses até agora. O estado dispõe de um estoque enviado pelo Ministério da Saúde que totaliza 241.030 imunizantes.

  • Público-alvo: Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos (até 14 anos, 11 meses e 29 dias).

  • Esquema Vacinal: Duas doses, com um intervalo de três meses entre elas.

  • Importância: Essa faixa etária é a que apresenta o maior índice de internações hospitalares por complicações da doença entre jovens.

Perigo da Automedicação

A SES reforça um aviso vital: ao sentir sintomas, não se automedique. O uso de medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios é extremamente perigoso em casos de suspeita de Dengue, pois aumenta drasticamente o risco de hemorragias.

Fique atento aos sinais:

  • Dengue: Febre alta, dor atrás dos olhos, prostração e manchas vermelhas.

  • Chikungunya: Dores intensas e inchaço nas articulações (podem durar meses se não tratadas).

Ao identificar esses sintomas, a recomendação é buscar imediatamente a Unidade Básica de Saúde mais próxima para diagnóstico e hidratação adequada.

Guerra ao Mosquito

Com as chuvas de verão, a prevenção doméstica continua sendo a arma mais eficaz. A eliminação de água parada em pratos de plantas, calhas e pneus é essencial para interromper o ciclo de reprodução do mosquito Aedes aegypti.