
A Capital sul-mato-grossense recebeu um reforço financeiro crucial para tentar estabilizar o sistema público de saúde. Durante a cerimônia de posse do novo secretariado municipal, realizada nesta quinta-feira (8), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) anunciou o empenho de R$ 20 milhões em recursos federais destinados exclusivamente à saúde de Campo Grande.
O montante chega em um momento de transição administrativa e crise no setor, com o objetivo de desafogar unidades de atendimento e garantir o abastecimento de itens básicos.
Divisão dos Recursos
O repasse será fatiado em duas frentes estratégicas para cobrir lacunas no atendimento à população:
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Média e Alta Complexidade (MAC): R$ 12 milhões serão destinados para exames, cirurgias e procedimentos especializados, além do suporte a hospitais.
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Atenção Primária: R$ 8 milhões serão aplicados nos postos de saúde (UBS e USF), que funcionam como a porta de entrada do cidadão no SUS.
Segundo a senadora, a verba já está empenhada e disponível para uso imediato pela nova gestão da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
Prioridade: Medicamentos e Estruturação
O novo secretário de Saúde, Marcelo Vilela, assumiu o cargo destacando que o foco inicial será o combate ao desabastecimento. Parte considerável do recurso federal será utilizada para a compra emergencial de remédios, alvo de constantes reclamações dos usuários nos últimos meses.
Vilela estabeleceu uma meta de seis meses para reorganizar o fluxo de atendimento e melhorar a infraestrutura das unidades. “Os recursos são limitados diante do tamanho da demanda, mas com planejamento e eficiência, conseguiremos otimizar o sistema”, afirmou o secretário.
Contexto de Crise
A verba federal chega sob forte expectativa, já que a saúde da capital enfrentou um final de 2025 conturbado. Entre os principais problemas registrados estão:
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Crise na Santa Casa: Atrasos salariais e dificuldades financeiras no maior hospital conveniado do estado.
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Superlotação: UPAs e CRSs operando constantemente acima da capacidade.
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Fila de Espera: Longa demora para agendamento de consultas com especialistas e exames laboratoriais.
A nova gestão aposta na parceria com a bancada federal e no aumento da fiscalização interna para garantir que o dinheiro chegue efetivamente à ponta do serviço, beneficiando o paciente que depende do SUS.
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