
A atriz brasileira Bruna Marquezine tornou-se o centro de uma discussão acalorada nas redes sociais nesta semana, mas por um motivo lamentável. Após rumores de um suposto envolvimento amoroso com o astro canadense Shawn Mendes, a artista passou a ser alvo de comentários transfóbicos por parte de usuários norte-americanos no X (antigo Twitter).
A confusão começou quando perfis estrangeiros passaram a questionar a identidade de gênero de Bruna, utilizando seus traços faciais marcantes para alegar, de forma preconceituosa, que ela seria uma mulher trans.
O Preconceito nas Redes Sociais
Os ataques ganharam corpo quando fotos da atriz viralizaram em fóruns internacionais. Um internauta chegou a comentar: “Isso definitivamente é uma mulher trans”, utilizando emojis depreciativos. A situação gerou revolta, uma vez que o uso da transgeneridade como ferramenta de “acusação” ou crítica estética reforça estigmas e preconceitos profundos.
Brasileiros saíram em defesa da atriz, resgatando imagens de Bruna na infância — como sua icônica personagem Salete, de Mulheres Apaixonadas — para comprovar que ela é uma mulher cisgênero (que se identifica com o gênero atribuído ao nascer). Mesmo diante das evidências, alguns ataques persistiram com insinuações de que “meninos também podem ter cabelos longos”, ignorando a história pública da artista.
Shawn Mendes e o Réveillon no Brasil
Os rumores sobre o novo casal ganharam força após as férias de fim de ano. Shawn Mendes escolheu o litoral brasileiro para celebrar a virada para 2026 e, segundo flagras que circulam em sites de fofoca internacionais, o cantor e a atriz teriam sido vistos aos beijos em momentos de descontração.
Até o momento, nem Bruna Marquezine nem a assessoria de Shawn Mendes se manifestaram oficialmente sobre o status do relacionamento ou sobre os ataques sofridos pela atriz na internet.
O Peso da Estética e do Gênero
Especialistas em comportamento digital apontam que esse tipo de fenômeno — o chamado transvestigati — tem se tornado comum contra mulheres famosas com traços “não europeus” ou mandíbulas mais marcadas. No caso de Bruna, a projeção internacional conquistada com o filme Besouro Azul (DC) a colocou sob o escrutínio de um público global que, muitas vezes, utiliza o preconceito para deslegitimar figuras femininas em ascensão.


