
O desaparecimento do idoso Braz Riveros, de 72 anos, que mobilizava familiares e forças de segurança desde o dia 6 de janeiro, teve um desfecho trágico. Um homem, que prestava serviços para a vítima, foi preso pela Polícia Militar e confessou ter assassinado o idoso para roubá-lo. O crime de latrocínio chocou a pacata cidade localizada a cerca de 200 quilômetros de Campo Grande.
O caso começou a ganhar contornos criminais quando a caminhonete da vítima, uma Mitsubishi Triton, foi encontrada abandonada na Rua Guilherme Maidana, no bairro Jardim Carandá. Braz não dava notícias desde que havia relatado à filha, por meio de uma foto, que tinha ferido a mão ao cair de um telhado e que buscaria atendimento médico em Miranda.
Contradições Familiares e Investigação
A Polícia Militar chegou ao suspeito após rastrear as últimas pessoas que tiveram contato com o idoso. O homem havia sido contratado por Braz para ajudar no conserto do telhado de sua propriedade rural, enquanto a irmã do suspeito trabalhava como cozinheira no local.
Ao serem interrogadas, a mãe e a irmã do acusado apresentaram versões conflitantes que acenderam o alerta dos investigadores:
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A irmã afirmou que o grupo (ela, o irmão e o patrão) teria chegado a Miranda a pé na madrugada do dia 7;
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A mãe, por outro lado, relatou que o filho chegou dirigindo a caminhonete da vítima.
Essas inconsistências, somadas ao abandono do veículo, levaram a polícia a intensificar a busca pelo trabalhador.
Confissão e Prisão
Após ser localizado e abordado pelas guarnições, o suspeito não sustentou as versões anteriores e confessou o crime. Ele admitiu ter matado Braz Riveros, aproveitando-se possivelmente da vulnerabilidade do idoso, que já estava ferido devido ao acidente no telhado.
O homem foi detido em flagrante e levado para a Delegacia de Polícia Civil de Miranda. Ele permanece à disposição da Justiça e deve responder por latrocínio — roubo seguido de morte —, crime que prevê penas severas no Código Penal brasileiro.
Próximos Passos
A polícia agora trabalha para detalhar a dinâmica exata do assassinato. O corpo da vítima passou por perícia para identificar a causa da morte e se houve o uso de armas ou violência física extrema. O depoimento da irmã do suspeito também está sendo reavaliado para verificar se houve omissão de socorro ou conivência com o crime.
A morte de Braz Riveros, descrito por conhecidos como um homem trabalhador e comunicativo, gera uma onda de luto e indignação na região pantaneira.


