
O sistema prisional de Mato Grosso do Sul passa por uma transformação estrutural sem precedentes. Com investimentos que já somam R$ 26,2 milhões nos últimos dois anos e outros R$ 114 milhões destinados a obras, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e a Polícia Penal consolidam um novo modelo de gestão focado em tecnologia, segurança e dignidade humana.
O aporte financeiro, que conta com cerca de R$ 68,7 milhões captados junto ao Governo Federal e emendas parlamentares, visa não apenas reforçar o policiamento, mas também otimizar a ressocialização dos custodiados.
Tecnologia e Poder de Fogo
A Polícia Penal recebeu um robusto pacote de aparelhamento para garantir agilidade nas operações e segurança aos servidores:
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Armamento e Proteção: Estão em processo de entrega 612 pistolas Glock 9mm com 28 mil munições, além de novos coletes balísticos e 10.350 uniformes completos para os policiais.
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Fiscalização: As unidades agora contam com scanners de bagagem e raios-X de última geração, coletas biométricas e centenas de rádios comunicadores.
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Logística: A frota será reforçada com três furgões-cela e três veículos administrativos, além da compra de computadores e televisores para videoaudiências.
Expansão de Vagas e Infraestrutura
Para combater a superlotação, o cronograma de obras prevê a criação de 1.630 novas vagas em quatro unidades masculinas de regime fechado.
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Ampliações: Unidades em Dois Irmãos do Buriti, Paranaíba e o Presídio de Trânsito da capital ganharão, juntos, 386 novas vagas.
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Reformas: Grandes estabelecimentos, como a Penitenciária de Dourados e o Presídio Feminino de Ponta Porã, passarão por readequações estruturais.
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Projetos Especiais: Estão no radar a criação da Academia de Polícia Penal, módulos de saúde e novos abrigos para visitantes no interior e na capital.
Humanização e Ressocialização
A estratégia de segurança pública integra o policiamento rigoroso com a assistência ao interno. Foram adquiridos milhares de colchões, cobertores e kits de higiene para garantir condições humanas de custódia.
Segundo o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o objetivo é criar um ambiente sustentável onde a infraestrutura moderna permita oficinas de trabalho e programas de educação, ferramentas essenciais para reduzir a reincidência criminal.
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