
Vanda Camilo (PP) teve as contas de 2024 aprovadas com ressalvas após identificar repasses irregulares do FEFC e gastos de impulsionamento classificados como RONI; Valor deverá ser devolvido com atualização e pode ser parcelado.
A ex-prefeita de Sidrolândia, Vanda Camilo (PP), foi judicialmente obrigada a devolver R$ 10.428,29 aos cofres públicos. A determinação da Justiça Eleitoral ocorreu após a prestação de contas de sua campanha de 2024 ter sido aprovada com ressalvas, devido a uma série de inconsistências. O valor total será atualizado e poderá ser quitado em até cinco parcelas, conforme solicitado pela defesa da ex-prefeita.
A decisão, assinada pela juíza substituta Larissa Ribeiro Fiuza, destacou que as falhas identificadas no parecer técnico impossibilitam a “plena regularidade das contas”.
Irregularidades Envolvendo o FEFC e RONI
As principais irregularidades giram em torno do uso do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) e gastos não identificados:
-
Repasses Irregulares: Ocorreram transferências de recursos do FEFC para candidatos ou partidos que não possuíam vínculo de coligação com a chapa de Vanda Camilo.
-
Recursos de Origem Não Identificada (RONI): Foram identificadas despesas de impulsionamento pagas por terceiros, que foram classificadas como RONI, o que levanta questionamentos sobre a origem e a transparência desses recursos.
A ex-prefeita, que buscava a reeleição em 2024, terminou o pleito em segundo lugar, com 38,21% dos votos válidos. Segundo dados do DivulgaCand, ela declarou um gasto total de R$ 669,6 mil na campanha, incluindo R$ 44,6 mil repassados a outros candidatos ou partidos e $R\$ 10$ mil em impulsionamento digital.
Vanda Camilo não foi encontrada para dar seu posicionamento sobre a decisão.

