
Augusto Torres Galvão Florindo, lotado na Delegacia Especializada, foi flagrado pela PF recebendo $R\$ 160$ mil de ex-guarda municipal ligado ao contrabando de cigarros eletrônicos; Esposa do policial é Promotora de Justiça e ex-diretora do Gacep, órgão que fiscaliza a atividade policial.
Um escândalo de corrupção abala a segurança pública de Mato Grosso do Sul. Augusto Torres Galvão Florindo, policial civil lotado no Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), foi preso em flagrante na última sexta-feira (28), em Campo Grande, por receber propina em um esquema de contrabando.
O caso ganha contornos dramáticos devido ao relacionamento conjugal de Augusto: ele é casado com Luciana Schenk, uma influente Promotora de Justiça do Ministério Público de MS (MPMS). Luciana foi, até julho de 2024, diretora do Gacep (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), órgão do MP cuja missão é supervisionar a legalidade e a transparência das atividades policiais.
A Prisão em Flagrante
Augusto Florindo e o contrabandista Marcelo Raimundo da Silva, um ex-guarda civil municipal que usa tornozeleira eletrônica, foram presos pela Polícia Federal (PF) de Três Lagoas no estacionamento de um supermercado em Campo Grande.
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Propina: A prisão ocorreu no momento em que Marcelo entregava cerca de $R\$ 160$ mil em dinheiro ao policial.
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Investigação: A PF agiu após receber uma denúncia anônima sobre um saque bancário destinado ao pagamento de práticas ilícitas ligadas a descaminho.
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Confissão: Em interrogatório, Marcelo confessou ter entregue o dinheiro a pedido do policial como “pagamento de cigarros eletrônicos”. Augusto admitiu que o valor era oriundo da venda de produtos contrabandeados, especialmente mercadorias apreendidas e desviadas.
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Mais Envolvidos: O policial do Garras ainda afirmou que outros policiais civis também fazem parte da empreitada criminosa, mas se recusou a identificá-los.
A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, e as defesas de ambos já solicitaram liberdade provisória. O policial e o ex-guarda poderão responder por crimes graves, incluindo corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Diante da gravidade dos fatos, o Jornal Midiamax acionou o MPMS, a Corregedoria-Geral, a Polícia Civil e a Secretaria de Segurança para se manifestarem sobre o caso.

