
Ex-Ministra da Agricultura manifesta “profunda perplexidade” com a prisão preventiva do ex-presidente, citando sua saúde frágil e a necessidade de segurança institucional no país; Moraes decretou a prisão por risco de fuga e violação da tornozeleira eletrônica.
A senadora por Mato Grosso do Sul e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP), reagiu à prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste sábado (22), classificando a medida como “inesperada e abusiva”. Bolsonaro foi preso por ordem do ministro do STF, Alexandre de Moraes, sob a acusação de risco de fuga e violação de medidas cautelares.
Em nota, a senadora expressou solidariedade ao ex-presidente e sua família, destacando a preocupação com a saúde de Bolsonaro.
“Lamento profundamente a notícia da prisão preventiva, inesperada e abusiva, do presidente Bolsonaro. Uma sequência de arbitrariedades. Todos sabemos da fragilidade de sua saúde,” afirmou Tereza Cristina.
A ex-ministra do seu governo enfatizou a necessidade de estabilidade institucional, apelando para que os procedimentos legais sejam respeitados rigorosamente: “É fundamental que o devido processo legal seja rigorosamente respeitado. O Brasil precisa de segurança institucional; não de mais instabilidade e de respeito, sempre, aos direitos e garantias constitucionais. Força, Bolsonaro!”.
Decisão de Moraes e Risco de Fuga
A prisão de Bolsonaro, de natureza preventiva e não relacionada ao cumprimento de sua pena, foi decretada por Moraes após a Polícia Federal (PF) solicitar a medida. O ministro apontou que houve violação da tornozeleira eletrônica do ex-presidente na madrugada de sábado e viu na vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) um fator de risco para a efetividade da prisão domiciliar.
Moraes registrou na decisão que a violação da tornozeleira às 0h08min “constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho”.
Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde 4 de agosto por descumprimento de medidas cautelares, como o uso de redes sociais de aliados para divulgar conteúdo de “incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal.”
