
O mercado do boi gordo iniciou a semana em forte tendência de alta, impulsionado pela menor oferta de animais prontos para o abate. Conforme o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), as negociações registraram valorização na maior parte das 28 regiões monitoradas.
A principal razão para a elevação dos preços está no encurtamento das escalas de abate dos frigoríficos. Embora os contratos fechados com os confinadores continuem suprindo uma parte da indústria, a baixa disponibilidade de boiadas no mercado de balcão tem forçado os compradores a buscarem ativamente os pecuaristas, sustentando o patamar de preços.
Arroba beira os R$ 320 em São Paulo
No estado de São Paulo, que serve como referência nacional, os negócios mais frequentes têm sido fechados na faixa entre R$ 305,00 e R$ 315,00 por arroba. Em casos pontuais, porém, o preço chegou a atingir R$ 320,00/@, demonstrando o aquecimento da demanda. O Indicador do Boi Gordo Cepea/Esalq, por exemplo, registrou R$ 309,70 em 17/10/2025.
Além da pressão compradora, o cenário de valorização é reforçado por um indicador técnico: a diferença entre o preço da arroba do boi gordo e o valor de 15 quilos de carcaça atingiu o patamar mais estreito do ano. Essa proximidade sugere uma maior margem de retorno para o produtor e reforça a percepção de um mercado firme e favorável ao pecuarista.
Analistas do setor indicam que a manutenção dos preços em patamares elevados se deve à escassez de animais de pasto na entressafra e à forte demanda por carne, tanto no mercado interno quanto nas exportações.

