
O Progressistas (PP) confirmou que terá chapa na disputa pelas duas vagas ao Senado em 2026 e o nome do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro, ganha força na corrida interna, impulsionado pelo apoio de grande parte do municipalismo e da base de deputados estaduais do partido.
O cenário político de Mato Grosso do Sul para as eleições de 2026 começou a se delinear com mais clareza neste sábado (4). Em um evento de lideranças do Progressistas (PP), a sigla selou sua intenção de lançar um candidato ao Senado Federal, e o nome do deputado estadual Gerson Claro emergiu como o favorito na pré-candidatura.
Gerson Claro, que atualmente preside a Assembleia Legislativa de MS (ALEMS), consolidou sua posição após receber o apoio da maioria dos deputados estaduais e de 18 prefeitos filiados ao PP. A mobilização ocorreu durante o evento “O papel de Mato Grosso do Sul no Brasil e do Brasil no mundo”, realizado no Hotel Deville, que contou com a presença do governador Eduardo Riedel (PP).
Experiência e Diálogo Como Vantagens
Em entrevista, Gerson Claro destacou sua preparação e experiência política para a disputa. Com formação em História e Direito, e especializações em Gestão Pública e Direito Administrativo, o deputado ressaltou a importância de seu histórico no executivo e no legislativo.
“Venho me preparando, principalmente do ponto de vista político, no meu relacionamento com prefeitos, secretários e vereadores,” afirmou Claro. Ele citou a vivência na Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), onde foi diretor, e o comando da ALEMS como fatores que lhe conferiram uma “visão mais ampla” do estado, exigindo diálogo com diferentes espectros políticos.
O Projeto da Direita em Mato Grosso do Sul
A senadora Tereza Cristina (PP), principal liderança do partido no estado, confirmou o empenho da sigla em ter um representante na disputa, mas pregou serenidade. Com duas vagas em jogo para o Senado em 2026, a estratégia da direita é garantir a eleição de dois nomes fortes.
“Queremos ter dois candidatos da direita aqui no Estado. Vamos conduzir com calma, deixando as vaidades de lado, para ver qual dos nossos nomes tem mais oportunidade, mais chance de ganhar a eleição,” disse a senadora.
Além de Gerson Claro, a lista de pré-candidatos do PP inclui o deputado federal Luiz Ovando e Marcelo Miglioli, secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande. A senadora não descartou que o nome escolhido possa vir do União Brasil, partido que forma federação com o Progressistas.
O segundo nome cotado para compor a chapa da direita virá do Partido Liberal (PL), que no estado é comandado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja. A articulação entre os líderes do PP e do PL visa maximizar a competitividade e assegurar as duas cadeiras para o grupo político, reforçando o alinhamento conservador no Senado.

