Batalha pela Sobrevivência Tucana: Caravina se Movimenta para Assumir PSDB-MS em Meio à Crise e Forte Risco de Debandada

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O futuro do PSDB em Mato Grosso do Sul está em jogo, e o deputado estadual Pedro Caravina manifestou publicamente seu interesse em assumir a presidência do diretório estadual. Seu objetivo é claro: impedir o esvaziamento total da legenda após uma série de perdas e a recente saída do governador Eduardo Riedel, que migrou para o PP (Progressistas) em agosto de 2025.

Caravina, ex-prefeito de Bataguassu e com histórico na Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), pressiona pela reestruturação do partido. Ele critica a falta de diálogo na atual cúpula e afirma estar pronto para o desafio. “Tenho interesse em ser presidente e disputar eleição. Já estamos articulando com vereadores da Capital e do interior para formar a chapa estadual”, declarou o parlamentar, que já havia apontado a falta de conversas como um problema no comando da sigla, atualmente sob a batuta do deputado federal Geraldo Resende.

A liderança provisória de Resende se encerra em 21 de outubro, data limite para a Executiva Nacional tucana definir os novos comandos estaduais. O deputado federal é apontado nos bastidores como um líder que “briga com todo mundo”, o que, segundo Caravina, contribui para o desgaste e a falta de coesão interna.

O Efeito Riedel e a Ameaça de Êxodo

A crise no PSDB de Mato Grosso do Sul foi aprofundada pela filiação de Riedel ao PP, confirmada em agosto de 2025, logo após a visita do presidente nacional tucano, Marconi Perillo, a Campo Grande. A mudança de partido do governador — o último remanescente da sigla no comando de um Executivo estadual no país — é vista como um movimento em busca de melhor estrutura para a reeleição em 2026, e sinaliza uma nova e desafiadora realidade para os tucanos sul-mato-grossenses.

A principal preocupação de Caravina é a iminente debandada prevista para março de 2026, quando a janela partidária permite a troca de legenda sem perda de mandato. A bancada do PSDB na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) é a maior do estado, com seis deputados: Lia Nogueira, Caravina, Jamilson Name, Paulo Corrêa, Zé Teixeira e Mara Caseiro.

No entanto, o cenário de debandada pode reduzir o número de parlamentares para apenas Lia Nogueira e o próprio Caravina, um golpe duro para a representatividade do partido.

A Urgência da Reanimação Partidária

Para Caravina, a desmobilização do PSDB seria um erro estratégico de grande impacto. O deputado destaca que o partido ainda possui um capital político expressivo e um forte potencial eleitoral. “O PSDB é o único partido que tem essa capacidade. Se você pegar o PSD, você tem que começar do zero… Se abandonar o PSDB, estará jogando fora uns 100 mil votos em 2026”, analisou o deputado, ressaltando a presença de pré-candidatos e lideranças consolidadas no interior.

Em caso de insucesso na “reanimação” do partido, Caravina já ventila a possibilidade de uma nova filiação, indicando o PP como uma alternativa natural, dada a aliança com o governador Riedel. “O PP é o partido do nosso governador, com quem eu tenho uma ligação, então pode ser. Mas eu gostaria muito que o PSDB tivesse chapa. Acho que é um partido muito grande para se acabar”, concluiu o parlamentar, deixando claro que sua prioridade é evitar a morte do ninho tucano em Mato Grosso do Sul.

Com a data limite de 21 de outubro se aproximando, a decisão do diretório nacional sobre o comando do PSDB-MS será crucial para definir se a sigla conseguirá resistir à crise ou se consolidará seu colapso no estado.