Investigação em Aquidauana: Denúncia de Trabalho Análogo à Escravidão Atinge Fazenda na Região da Nhecolândia

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Uma denúncia de trabalho análogo à escravidão acendeu o alerta das autoridades em Aquidauana, no Pantanal sul-mato-grossense. O caso, registrado na delegacia local, aponta para as condições desumanas e degradantes impostas a pelo menos um trabalhador rural de 60 anos em uma fazenda na Nhecolândia, região historicamente sensível a esse tipo de crime, conforme indicam registros de resgates em Mato Grosso do Sul.

De acordo com o relato, o homem foi levado para a propriedade por funcionários e passou a trabalhar sem registro formal. A situação se agravou quando o trabalhador, buscando auxílio para o tratamento de saúde da esposa, teve o pedido de pagamento de diárias atrasadas negado pelo empregador.

Ao manifestar a intenção de se desligar do serviço, o idoso teria sido impedido de retornar à cidade por falta de transporte, sendo instruído a seguir viagem a pé. O abuso se estendeu, pois, mesmo com problemas de saúde, como hipertensão, o trabalhador deixou de receber alimentação após ser dispensado.

A denúncia ainda revela um quadro mais amplo, indicando que outros empregados estariam submetidos às mesmas condições precárias, incluindo um grupo de homens alojados em barracas improvisadas no meio do mato, enquanto trabalhavam na construção de cercas.

Diante da gravidade dos fatos, as autoridades competentes foram imediatamente comunicadas. A Polícia Civil informou que iniciará uma investigação detalhada para apurar as alegações, verificar as condições na fazenda e identificar se há mais vítimas em situação irregular.

O combate ao trabalho escravo contemporâneo tem sido uma prioridade em Mato Grosso do Sul, com diversas ações conjuntas da Polícia Federal, Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resultando em resgates no Pantanal, como os ocorridos recentemente em Corumbá e Porto Murtinho. A legislação brasileira é clara: a submissão a trabalhos forçados, jornadas exaustivas e condições degradantes configura o crime de redução à condição análoga à de escravo, sujeitando os responsáveis a sanções criminais e trabalhistas.

Canais de Denúncia:

Casos de trabalho análogo à escravidão podem ser denunciados anonimamente por meio do Disque 100, do aplicativo MPT Pardal ou pelo Sistema Ipê do Ministério do Trabalho e Emprego.