
Apesar da escalada do conflito entre Israel e Irã, o dólar terminou praticamente estável em R$ 5,54 nesta sexta-feira (13/06) em São Paulo, enquanto o índice Ibovespa recuou 0,43%, encerrando na faixa de 137.213 pontos
A força vendedora no câmbio e as vendas pontuais de dólares limitaram a alta da moeda americana, que chegou a atingir R$ 5,59 no início do pregão. Ao final, recuou 0,04% em relação ao dia anterior . Na semana, o dólar acumulou queda de cerca de 0,5% e acumula desvalorização de 10,3% no ano .
No mercado de ações, o Ibovespa foi impactado pela aversão ao risco global, principalmente com a tensão crescente no Oriente Médio. O índice oscilou entre 136.586 e 137.800 pontos antes de fechar em 137.212, em leve recuo, porém ainda mantendo alta de 0,82% na semana.
O volume financeiro da sessão foi de cerca de R$ 22,7 bilhões.
A valorização do petróleo funcionou como contrapeso. O barril de Brent subiu 7,02% e fechou a US$ 74,23, atingindo seu maior patamar desde abril, diante da percepção de que o conflito pode afetar o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz.
As ações da Petrobras refletiram esse cenário, com seus papéis ordinários subindo 2,13% e os preferenciais, 2,46%, ajudando a conter a queda do Ibovespa.
Outros papéis relacionados ao setor também avançaram, como PetroReconcavo (RECV3), que subiu 2,7%. Entretanto, outras empresas foram duramente atingidas pela aversão ao risco. CVC liderou as maiores quedas, com recuo de mais de 8%, seguida por Magazine Luiza (-7%) e Usiminas (-5,9%).
Resumo da sessão – sexta-feira (13/06)
Mercado Resultado Comentário
Dólar R$ 5,5417 (−0,04%) Estável, apesar de tensão geopolítica
Ibovespa 137.212 (−0,43%) Recua com cenário global, mas registra alta semanal
Brent US$ 74,23 (+7%) Pressionado por risco no Oriente Médio
Com a continuidade do conflito no Oriente Médio, a aversão ao risco segue dominante. Apesar disso, a valorização do petróleo e o desempenho positivo das petroleiras amenizaram os impactos no Brasil. Investidores agora monitoram desdobramentos nos conflitos internacionais e indicadores domésticos, para definir os próximos passos da Bolsa e do câmbio.
