Operação “Marca Fria” da Polícia Civil Combate Abigeato em Brasilândia com Buscas e Prisões

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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Brasilândia, deflagrou na manhã desta quarta-feira (11) a operação “Marca Fria” para combater crimes de abigeato (furto de gado) no município. A ação resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em três endereços ligados a D.H.C.S., de 37 anos, principal suspeito de liderar o esquema.

A investigação teve início após a recuperação de dez cabeças de gado furtadas em 18 de abril, que haviam sido subtraídas de uma fazenda da região seis dias antes. Segundo apurado, o investigado não apenas furtou os animais, mas também adulterava suas marcas com o uso de um marcador próprio para dificultar a identificação e enganar compradores. Laudos periciais, depoimentos e levantamento de movimentações pecuárias na região embasaram os mandados de busca na residência de D.H.C.S., em uma fazenda e em um sítio a ele vinculados.

Durante o cumprimento dos mandados, o pai do autor, de 62 anos, foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e fraude processual ao tentar quebrar o próprio celular para destruir provas. No imóvel, foram localizadas duas armas (calibres .28 e .22), dezenas de cápsulas, R$ 6.800 em espécie, aparelhos celulares e uma caminhonete Hilux, que será periciada.

Na fazenda, D.H.C.S. resistiu à abordagem e ameaçou os policiais, mas foi contido. No local, foram apreendidos documentos de comercialização de gado, cápsulas de munição, um veículo Fiat Strada e uma motocicleta, que também serão periciados. Fiscais da IAGRO (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) constataram a presença de animais sem marcas de origem ou com sinais de adulteração, reforçando as suspeitas de furto.

No sítio, a polícia encontrou documentos sobre revenda de gado, uma caminhonete Ford F-250, um caminhão Ford F-4000 (suspeito de transportar os animais furtados), além de uma carcaça bovina e um cemitério de ossos descartados irregularmente. Diante disso, D.H.C.S. foi autuado em flagrante por crime ambiental.

Todos os materiais apreendidos — incluindo veículos, celulares, documentos e registros eletrônicos — serão analisados para confirmar a origem dos bens, identificar possíveis comparsas e elucidar outros crimes semelhantes na região. As investigações continuam com apoio da Coordenadoria-Geral de Perícias, Polícia Militar, Polícia Militar Ambiental e IAGRO.