
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Consórcio Guaicurus na Câmara Municipal de Campo Grande intensifica os trabalhos nesta semana com uma série de oitivas focadas na atuação da Agência Municipal de Trânsito (Agetran). O objetivo é esclarecer pontos cruciais sobre a fiscalização técnica e operacional do transporte coletivo na Capital, em especial a respeito da pontualidade das linhas e a existência dos chamados “ônibus fantasma”.
A controvérsia em torno do Remid ganhou destaque na semana anterior, quando outros dois auditores que assinaram o documento foram ouvidos pela CPI. Na ocasião, foi revelado que o próprio Consórcio Guaicurus é quem arca com os custos do sistema utilizado para gerar o relatório de avaliação de desempenho, levantando dúvidas sobre a imparcialidade da análise. Vereadores, como Luiza Ribeiro (PT), chegaram a sugerir que o relatório poderia ser considerado “material falso”, especialmente após um dos auditores confirmar que não há produção mensal do documento, embora o monitoramento, segundo ele, continue sendo feito.
Nesta quarta-feira (14), a CPI focará nos dirigentes da Agetran. O atual diretor-presidente da agência, Paulo da Silva, será ouvido a partir das 13h. Em seguida, às 15h, será a vez de Janine de Lima Bruno, que esteve à frente da Agetran por sete anos e quatro meses, sendo exonerado em abril de 2024.
As oitivas com técnicos e gestores da Agetran buscam lançar luz sobre a efetividade da fiscalização do transporte público diante das recorrentes reclamações da população, queB se queixa principalmente de atrasos e da não realização de viagens que constam nos horários programados.
Na semana subsequente, a CPI tem previsão de ouvir os ex-diretores presidentes da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg), Odilon de Oliveira Júnior e Vinícius Leite Campos, dando continuidade à apuração sobre a atuação dos órgãos municipais na gestão e fiscalização do contrato com o Consórcio Guaicurus.

