Dólar opera em queda com expectativa por juros no Brasil e nos EUA

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O dólar opera em baixa nesta segunda-feira (05/05), com os mercados financeiros na expectativa por decisões de política monetária previstas para esta semana e ainda de olho nos desdobramentos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Por volta das 10h30 (horário de Brasília), a moeda americana era negociada a R$ 5,64. O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, também opera em baixa.
Na quarta-feira, os bancos centrais do Brasil e dos EUA anunciam suas novas taxas básicas de juros, que servem de referência para todos os juros praticados nos países, inclusive os de investimentos.

Dólar comercial  em queda de 0,10% – cotado em R$5,64

Dólar turismo em queda de 0,21% – cotado em R$5,86

Euro em alta – de 0,21% – cotado em R$6,40

No Brasil, o mercado espera que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BC) siga no seu ciclo de alta nos juros, levando a taxa Selic para um patamar próximo de 15% ao ano. Hoje, a taxa Selic está em 14,25% ao ano.

Os juros estão em trajetória de alta no país por conta de uma pressão persistente nos preços, que levou a inflação a encerrar acima da meta do BC no ano passado e dá sinais de que pode encerrar 2025 também em um nível maior que o desejado.

Taxa Selic? Inflação deve levar juros a 15% ao ano em 2025
Já nos EUA, a expetativa dos investidores é que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) mantenha suas taxas de juros inalteradas entre 4,25% e 4,50% ao ano. No entanto, o mercado deve acompanhar com atenção o que a instituição vai sinalizar sobre o cenário econômico e de juros do país, por conta da política tarifária de Trump.

Além das decisões de juros, o mercado também acompanha os desdobramentos do tarifaço do presidente americano. Segundo agências de notícias internacionais, Trump pode iniciar acordos para evitar as tarifas ainda nesta semana.

Neste domingo (4), O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se encontrou com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, para discutir um possível acordo entre os países. O Brasil foi taxado em 10% na política de tarifas recíprocas de Trump, que acusou o país de aplicar taxas e restrições pesadas sobre os EUA.
Haddad disse que a conversa foi de “alto nível” e que Bessent “demonstrou uma abertura para o diálogo bastante importante”.

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