
Uma ex-funcionária de uma instituição financeira procurou a Delegacia de Polícia de Anastácio para relatar um caso de perseguição e ameaças que vem sofrendo desde que atendia um cliente identificado pelas iniciais F.S..
De acordo com o depoimento da vítima, durante o período em que trabalhou na financeira, o tratamento que era orientada a dispensar à sua carteira de clientes pode ter gerado uma interpretação equivocada por parte do acusado. A comunicante acredita que o cliente desenvolveu um sentimento por ela, manifestando-o através de ligações telefônicas insistentes para seu celular e para a loja.
A situação se intensificou com a frequência diária do suspeito na loja e, ele passou a circular pela rua onde ela reside e a passar em frente à sua casa diversas vezes ao dia, causando-lhe grande desconforto e apreensão.
Na manhã desta quarta-feira (16), a vítima recebeu uma mensagem ameaçadora através do aplicativo WhatsApp, originária do número 66 99252-8289.
Na mensagem, um indivíduo identificado como Sidinei informava que o autor estaria passando por dificuldades financeiras para pagar contas de água e energia elétrica, atribuindo a culpa à ex-funcionária. A mensagem continha ainda ameaças veladas, mencionando que haveria pessoas solidárias a se organizando para “pegar” a vítima e que o caso seria registrado na polícia.
Diante dos fatos, a ex-funcionária compareceu à delegacia para formalizar a denúncia, buscando proteção e o registro oficial das ameaças e da perseguição que vem sofrendo. A Polícia Civil de Anastácio deverá investigar o caso para identificar e tomar as medidas cabíveis em relação aos envolvidos.
Este caso serve de alerta para a importância de se estabelecer limites claros nas relações profissionais e para os potenciais riscos que podem surgir em situações onde a interpretação de um atendimento profissional se confunde com sentimentos pessoais. A vítima demonstra preocupação com sua segurança e espera que as autoridades tomem as providências necessárias para cessar a perseguição e as ameaças.

