Minas Gerais é o único estado a registrar mudança na liderança presidencial entre os turnos

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Minas Gerais foi o único estado brasileiro em que a liderança na disputa presidencial mudou entre o primeiro e o segundo turno das eleições de 2026, conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentados na apuração. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassou Flávio Bolsonaro (PL), que havia obtido a maior votação no estado na primeira etapa do pleito.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 48,24% dos votos válidos em Minas Gerais, enquanto Lula alcançou 43,33%. Já no segundo turno, realizado no domingo (25), o cenário se inverteu. Com 99,76% das seções totalizadas, às 21h52, Lula registrava 50,40% dos votos válidos, contra 49,60% do candidato do PL. A diferença era de 0,80 ponto percentual.

Nos outros 25 estados e no Distrito Federal, o candidato que terminou o primeiro turno na liderança também manteve a dianteira no segundo. Com a mudança em Minas Gerais, Lula passou a liderar em 13 estados, enquanto Flávio Bolsonaro ficou à frente em outros 13 estados e no Distrito Federal.

A votação mineira chama atenção também pela importância histórica do estado nas eleições presidenciais brasileiras. Desde 1989, todos os candidatos eleitos para a Presidência da República haviam sido os mais votados em Minas Gerais.

Em 2022, Lula venceu no estado com 50,20% dos votos válidos, contra 49,80% de Jair Bolsonaro (PL). Naquele pleito, o petista também conquistou a Presidência em âmbito nacional, com 50,90% dos votos válidos.

No segundo turno de 2026, Flávio Bolsonaro manteve a liderança em 14 unidades da Federação: Acre, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins.

Lula, por sua vez, permaneceu à frente em 12 estados: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Minas Gerais foi o estado que alterou a distribuição da liderança entre os candidatos na comparação com o primeiro turno.

Os números evidenciam uma disputa acirrada em parte do eleitorado brasileiro e mostram como a votação em Minas Gerais modificou o equilíbrio geográfico da eleição presidencial.