Homem é preso suspeito de maltratar cadela encontrada debilitada em Campo Grande

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Um homem de 63 anos foi preso em flagrante na sexta-feira (23), em Campo Grande, suspeito de praticar maus-tratos contra a própria cadela. O animal, chamado Pantera, foi encontrado debilitado, com baixo peso e ferimentos pelo corpo, durante uma ação da Polícia Civil no Jardim Monte Alegre.

A ocorrência foi investigada após uma denúncia recebida no dia 16 de outubro. Ao vistoriarem o imóvel, os policiais encontraram a cadela em condições precárias, cercada por fezes ressecadas, água suja e restos de ração espalhados pelo chão.

Durante o depoimento, o tutor negou ter maltratado o animal e declarou que sempre cuidou dele. Segundo a versão apresentada, ele criava Pantera desde que ela tinha aproximadamente um mês de vida.

O homem atribuiu as lesões na pele a uma possível reação a um medicamento utilizado contra carrapatos. Apesar disso, admitiu que não levou a cadela para atendimento veterinário. Conforme informações da investigação, ele também relatou que os sintomas persistiam havia cerca de um mês e que as fezes não eram recolhidas há mais de uma semana.

Cadela foi encaminhada para atendimento

A Polícia Científica realizou uma perícia no local para auxiliar na apuração das circunstâncias. Após o resgate, Pantera foi encaminhada ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande, onde receberia os cuidados necessários.

O suspeito foi ouvido com assistência da Defensoria Pública. A audiência de custódia estava prevista para sábado (24), quando a Justiça deveria avaliar a legalidade da prisão e a necessidade de manutenção da medida.

Crime pode resultar em prisão de até cinco anos

A legislação brasileira prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para quem pratica maus-tratos contra cães e gatos, além de multa e proibição da guarda de animais, conforme a Lei de Crimes Ambientais, alterada pela Lei nº 14.064/2020.

O caso segue sob investigação para esclarecer as condições em que a cadela era mantida e apurar a possível responsabilidade do tutor.