
Três Lagoas, na região leste de Mato Grosso do Sul, registrou 113 casos confirmados de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti em 2026. Conforme o boletim epidemiológico atualizado em 7 de outubro, são 87 confirmações de dengue, 25 de chikungunya e uma de zika. Até a data do levantamento, não havia mortes por dengue registradas no município.
A dengue concentra a maior parte dos casos identificados. Desde o início do ano, foram contabilizadas 683 notificações suspeitas da doença. Desse total, 571 foram descartadas após investigação, enquanto outros 25 registros aparecem sem classificação detalhada nos dados informados.
Nos 30 dias anteriores à atualização do boletim, os serviços de saúde receberam 39 novas notificações de suspeita de dengue. Os números indicam a necessidade de manter a vigilância epidemiológica, mesmo com possíveis oscilações na quantidade de registros ao longo do ano.
Prevenção continua sendo essencial
Além da dengue, os casos de chikungunya e zika reforçam a importância de combater o mosquito transmissor. As três doenças podem provocar febre, dores no corpo e mal-estar, mas apresentam diferenças nos sintomas e nas possíveis complicações.
A chikungunya pode causar dores intensas nas articulações, que em alguns casos persistem por meses. A zika exige atenção especial durante a gestação, devido ao risco de complicações para o desenvolvimento do bebê. Já a dengue pode evoluir para quadros graves, com sinais de alerta como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos.
Entre as principais medidas preventivas estão eliminar recipientes com água parada, limpar calhas e quintais, manter caixas-d’água bem vedadas e verificar regularmente possíveis criadouros do mosquito.
A orientação das autoridades de saúde é que pessoas com sintomas suspeitos procurem atendimento médico e evitem a automedicação. Medicamentos como ácido acetilsalicílico (AAS) e alguns anti-inflamatórios podem aumentar o risco de sangramento em casos de dengue.
O acompanhamento dos dados epidemiológicos ajuda a orientar as ações de prevenção e controle em Três Lagoas, mas a participação dos moradores na eliminação dos focos do mosquito continua sendo fundamental para reduzir a transmissão dessas doenças.

