
Dois jovens foram presos na madrugada desta segunda-feira (17) em Campo Grande, suspeitos de envolvimento na morte do adolescente João Vitor Martins dos Santos, de 14 anos, ocorrida na noite de sábado (15), no bairro Jardim Noroeste. A ação foi realizada por equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar durante diligências para identificar os autores do crime.
Os detidos são Miguel Oliveira da Silva, de 18 anos, e Paulo Gustavo Silva de Oliveira Amaro, de 19 anos. Segundo informações da polícia, os suspeitos foram localizados no Jardim Paulo Coelho Machado enquanto ocupavam uma motocicleta que teria sido utilizada no homicídio.
De acordo com o registro policial, os militares tentaram realizar a abordagem, mas os ocupantes não obedeceram à ordem de parada, iniciando uma perseguição por algumas ruas da região. Durante a fuga, o condutor perdeu o controle da motocicleta e ambos caíram.
Ainda conforme a ocorrência, os policiais observaram um dos suspeitos arremessar um objeto durante a tentativa de fuga. Após buscas no local, foi encontrada uma pistola, que foi apreendida juntamente com 14 munições e dois aparelhos celulares.
As investigações apontam que a motocicleta utilizada pelos suspeitos possuía registro de furto. O veículo foi recuperado e encaminhado à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV) para os procedimentos legais.
Após a abordagem, os dois jovens receberam voz de prisão e foram levados para a delegacia, onde permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer a dinâmica do homicídio e confirmar a participação de cada envolvido no caso.
Crime ocorreu no sábado
João Vitor Martins dos Santos, de 14 anos, foi morto a tiros na noite de sábado (15), no Jardim Noroeste. Conforme as informações apuradas pelas autoridades, o adolescente teria sido perseguido antes de ser atingido pelos disparos. O caso causou grande repercussão na Capital e mobilizou forças policiais para a identificação dos autores.
Defesa questiona legalidade da prisão
Em nota, a defesa de Paulo Gustavo Silva de Oliveira Amaro informou que a audiência de custódia está marcada para esta terça-feira (18). O advogado Wilian Frata sustenta que existem questionamentos sobre a legalidade da prisão e afirma que a suposta declaração atribuída ao jovem durante a abordagem não seria suficiente para justificar uma prisão cautelar.
A defesa também argumenta que ainda não há laudo pericial conclusivo nem confronto balístico que vincule tecnicamente o acusado ao homicídio. Além disso, requereu que a Justiça analise a possibilidade de aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão preventiva.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá reunir novos elementos para esclarecer as circunstâncias do crime e a responsabilidade de cada suspeito. Enquanto isso, os dois jovens permanecem à disposição do Poder Judiciário.

