Mato Grosso do Sul se aproxima de 10 mil casos confirmados de chikungunya e reforça alerta contra o Aedes aegypti

0

Mato Grosso do Sul segue em estado de atenção diante do avanço das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do boletim epidemiológico da 31ª semana epidemiológica de 2026, apontam que o Estado já contabiliza 12.520 casos prováveis de chikungunya, dos quais 9.961 foram confirmados.

O levantamento também revela que 30 mortes causadas pela doença já foram confirmadas em municípios sul-mato-grossenses, entre eles Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã, Nioaque e Corumbá. Além disso, foram registrados 114 casos confirmados da enfermidade em gestantes, situação que mantém o alerta das autoridades de saúde.

Em relação à dengue, o cenário apresenta números menores, mas ainda exige vigilância. O Estado acumula 4.551 casos prováveis da doença, com 1.933 confirmações laboratoriais. Até o momento, uma morte foi confirmada em decorrência da dengue, enquanto outro óbito segue sob investigação.

Segundo a SES, alguns municípios apresentaram baixa incidência de casos confirmados de dengue nas últimas semanas. Entre eles estão Inocência, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia, Amambai, Jardim, Itaporã, Paranhos, Maracaju, Nova Alvorada do Sul e Bataguassu.

A vacinação contra a dengue continua sendo uma das principais estratégias de prevenção. Mato Grosso do Sul recebeu mais de 241 mil doses do imunizante e já aplicou cerca de 223 mil. A campanha é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária considerada mais vulnerável às formas graves da doença.

As autoridades de saúde reforçam a importância da eliminação de recipientes que acumulam água parada, principal ambiente de reprodução do mosquito transmissor. A recomendação é que moradores mantenham caixas d’água fechadas, limpem calhas, descartem corretamente objetos que possam acumular água e realizem inspeções frequentes nos quintais.

Em caso de sintomas como febre, dores no corpo, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele ou dores intensas nas articulações, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar a automedicação. A identificação precoce dos casos é considerada fundamental para reduzir complicações e garantir o tratamento adequado.

O avanço dos números reforça a necessidade de mobilização conjunta entre poder público e população para conter a circulação do mosquito e reduzir os impactos das arboviroses em Mato Grosso do Sul.