
A corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) para as eleições de 2026 começa a ganhar forma. Levantamento realizado pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência revelou os primeiros nomes mais lembrados pelos eleitores na modalidade espontânea, quando os entrevistados respondem sem receber uma lista prévia de candidatos.
De acordo com a pesquisa, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gerson Claro, aparece na liderança com 2,20% das citações. Em seguida estão Paulo Corrêa, com 1,90%, e Pedro Caravina, com 1,60%. Também figuram entre os mais lembrados os deputados Márcio Fernandes (1,55%), Lucas de Lima (1,50%), Coronel David (1,45%) e Marco Santullo (1,45%).
Na sequência aparecem Paulo Duarte e Odilon Ribeiro, ambos com 1,40% das intenções espontâneas, seguidos por Silvio Pitu, com 1,35%. Os percentuais demonstram um cenário equilibrado entre os pré-candidatos e indicam que a disputa ainda está em fase inicial.
O levantamento também evidenciou um dado considerado estratégico para os partidos e candidatos: a maioria dos eleitores sul-mato-grossenses ainda não definiu seu voto para deputado estadual. Segundo a pesquisa, 32% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não responder, enquanto outros 25% declararam intenção de votar em branco ou anular o voto.
Especialistas avaliam que esse elevado índice de indecisão mostra que a eleição permanece amplamente aberta, oferecendo espaço para crescimento de candidaturas já conhecidas e também para o surgimento de novos nomes ao longo da pré-campanha.
Entre os destaques do levantamento está o ex-prefeito de Aquidauana, Odilon Ribeiro, que aparece entre os dez mais lembrados do Estado, empatado com Paulo Duarte. Com trajetória marcada por mandatos à frente da administração municipal de Aquidauana e forte atuação política na região do Pantanal, Odilon surge como um dos nomes com potencial de ampliar sua presença no cenário estadual nos próximos meses.
A pesquisa também analisou o desempenho das legendas e federações partidárias, mapeando a força política das siglas e das alianças que devem disputar as eleições de 2026. Os números servem como termômetro inicial da corrida eleitoral e indicam que a definição das futuras vagas na Assembleia Legislativa dependerá, em grande parte, da capacidade dos candidatos de conquistar o expressivo contingente de eleitores ainda indecisos.
Com mais de um ano até o período oficial de campanha, o cenário permanece aberto e sujeito a mudanças, tornando a disputa por uma cadeira na Alems uma das mais competitivas dos últimos anos em Mato Grosso do Sul.

