Coleção de mais de 200 camisas mantém viva a memória de pai apaixonado por futebol

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Para muitas pessoas, uma camisa de futebol é apenas um item esportivo. Para a família Obregon, no entanto, cada peça representa uma lembrança especial de João Carlos Obregon, torcedor apaixonado pelo Internacional e amante do futebol, que faleceu no fim de 2025. Hoje, a coleção com mais de 200 camisas se transformou em um legado afetivo preservado pelos filhos Pedro Henrique, João Gabriel e Valentina.

Conhecido entre amigos pelo apelido de “Gaúcho”, João Carlos foi goleiro, jogador amador e um entusiasta do esporte. Ao longo dos anos, construiu a coleção ao lado dos filhos, transformando a busca por novas camisas em momentos de convivência familiar, viagens e histórias compartilhadas.

Segundo os familiares, a paixão pelo futebol começou ainda em Ji-Paraná, Rondônia, onde João Carlos atuava como goleiro quando conheceu sua esposa, Kátia Rodrigues de Oliveira. Com o passar dos anos, o amor pelo esporte foi transmitido aos filhos, que cresceram acompanhando jogos, colecionando camisas e aprendendo sobre a história dos clubes e seleções representados no acervo.

Após a morte do pai, a coleção ganhou um significado ainda mais profundo. As camisas passaram a funcionar como um elo entre as lembranças vividas em família e a presença constante de João Carlos na memória dos filhos.

“Cada camisa tem uma história. Quando olhamos para elas, lembramos de momentos específicos, de viagens, de jogos e de situações que vivemos juntos”, relatou Pedro Henrique em entrevista ao portal G1.

Entre as peças mais valiosas emocionalmente está uma camisa ligada a uma visita da família ao Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, casa do Internacional, clube do coração de João Carlos. A viagem permitiu que pai e filhos conhecessem de perto os troféus, a história e a estrutura do estádio colorado.

Outro item especial é uma camisa autografada por diversos nomes do futebol brasileiro. A peça foi assinada quando João Carlos trabalhava próximo ao Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo. Graças à proximidade com atletas e personalidades do esporte, a camisa recebeu diversas assinaturas antes de retornar ao acervo da família.

Mesmo diante da dor da perda, os filhos decidiram manter viva a tradição iniciada pelo pai. Com o apoio da mãe, Kátia, a coleção continua crescendo e preservando histórias que vão além do futebol.

Mais do que reunir uniformes de clubes e seleções, o acervo da família Obregon representa um patrimônio afetivo construído ao longo de anos de convivência. Cada camisa guarda uma memória, uma viagem, uma conquista ou um momento compartilhado, transformando o amor pelo futebol em uma herança que atravessa gerações.

Em tempos em que o futebol mobiliza milhões de torcedores no Brasil, histórias como a da família Obregon mostram que o esporte também é capaz de fortalecer laços familiares e manter vivas as lembranças daqueles que partiram, mas continuam presentes na memória de quem ficou.