
Um incêndio florestal registrado na região de Forte Coimbra, em Corumbá, alcançou território boliviano nesta sexta-feira (17) após se espalhar rapidamente devido às condições climáticas adversas. O fogo segue ativo na área pantaneira próxima à tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai, mobilizando o monitoramento de autoridades dos dois países.
De acordo com informações obtidas por meio de imagens de satélite e órgãos de acompanhamento ambiental, o foco inicial surgiu a cerca de 5,8 quilômetros da fronteira brasileira. Com a ação dos ventos intensos, as chamas avançaram para a Área de Manejo Integrado Otuquis, uma importante região de preservação ambiental localizada na Bolívia.
Relatórios divulgados pelo Parque Nacional Otuquis confirmam a presença de focos de calor ao longo da faixa de fronteira. Equipes da Armada Boliviana e do Serviço Nacional de Áreas Protegidas (Sernap) acompanham a evolução do incêndio e realizam o monitoramento da área afetada.
As condições meteorológicas têm contribuído significativamente para a propagação do fogo. Segundo dados climáticos, rajadas de vento entre 40 e 50 quilômetros por hora foram registradas em diversas regiões de Mato Grosso do Sul. No Pantanal e em áreas do oeste e sul do Estado, os ventos podem atingir velocidades próximas de 70 quilômetros por hora, dificultando o controle das chamas.
Até o momento, não havia confirmação de atuação direta de equipes de combate no foco principal do incêndio em território sul-mato-grossense. O acompanhamento da situação ocorre por meio de sistemas de monitoramento ambiental e compartilhamento de informações entre instituições brasileiras e bolivianas.
Especialistas avaliam que a situação poderá apresentar melhora a partir de domingo (19), quando a previsão meteorológica aponta redução da intensidade dos ventos na região. A expectativa é que a mudança nas condições climáticas contribua para diminuir o avanço das chamas e facilite eventuais ações de controle.
O incêndio ocorre em um período de maior atenção para o Pantanal, bioma que enfrenta anualmente riscos elevados de queimadas durante a estação seca. Autoridades ambientais seguem monitorando a área para avaliar os impactos e acompanhar a evolução do fogo na região de fronteira.


