
O pré-candidato a deputado estadual Odilon Ribeiro defendeu a descentralização dos investimentos industriais em Mato Grosso do Sul e afirmou que a região sudoeste do Estado precisa receber empreendimentos de grande porte para impulsionar a geração de emprego e renda.
Segundo ele, a maior parte dos grandes complexos industriais sul-mato-grossenses está concentrada em municípios localizados próximos às divisas com São Paulo e Paraná, enquanto cidades da região pantaneira e do sudoeste enfrentam dificuldades para atrair novos investimentos e ampliar suas oportunidades econômicas.
Odilon destacou que municípios como Aquidauana, Anastácio, Dois Irmãos do Buriti, Miranda, Bodoquena, Guia Lopes da Laguna, Bela Vista, Caracol, Porto Murtinho, Jardim e Nioaque ainda dependem fortemente do setor público para movimentar suas economias, cenário que, em sua avaliação, limita o desenvolvimento regional.
Ao abordar a questão do emprego, o pré-candidato citou a migração sazonal de trabalhadores indígenas para outros estados em busca de oportunidades. Segundo ele, a ausência de indústrias na região faz com que muitos moradores precisem deixar suas cidades temporariamente para garantir renda.
Como proposta, Odilon sugeriu que prefeitos da região atuem de forma conjunta para reivindicar junto ao Governo do Estado a instalação de uma grande indústria de celulose nas proximidades do entroncamento da BR-262, na região de Dois Irmãos do Buriti. De acordo com ele, a estrutura existente nos municípios vizinhos, especialmente nas áreas de saúde e serviços urbanos, teria condições de absorver o crescimento populacional decorrente de um investimento desse porte.
Durante suas declarações, o pré-candidato também manifestou posicionamento contrário à atual legislação estadual voltada à proteção do Pantanal. Na avaliação dele, o aumento das exigências de preservação ambiental em propriedades rurais impacta diretamente a atividade produtiva e reduz o potencial econômico de diversas áreas da região.
Odilon argumenta que medidas de conservação ambiental devem ser acompanhadas por mecanismos de compensação financeira aos produtores e aos municípios que possuem grandes extensões de áreas preservadas. Segundo ele, é necessário buscar equilíbrio entre proteção ambiental e desenvolvimento econômico.
O pré-candidato disse ainda sobre à atuação de algumas organizações não governamentais que desenvolvem projetos no Pantanal. Em sua avaliação, parte dessas instituições possui acesso a recursos significativos e poderia ampliar sua participação em ações voltadas às demandas sociais das comunidades locais.
As declarações fazem parte do debate sobre os rumos do desenvolvimento econômico e ambiental do Pantanal sul-mato-grossense, tema que deve ganhar destaque nas discussões políticas dos próximos meses.

