Construção civil emprega 2,5 milhões de trabalhadores e movimenta mais de R$ 522 bilhões no Brasil

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A indústria da construção civil manteve papel de destaque na economia brasileira em 2024, consolidando-se como um dos principais segmentos geradores de emprego e renda do país. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o setor empregou aproximadamente 2,5 milhões de pessoas e movimentou mais de R$ 522 bilhões em obras, incorporações e serviços especializados ao longo do ano.

Segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção, o país contava com cerca de 191 mil empresas atuando no segmento, responsáveis por uma massa salarial que ultrapassou R$ 95 bilhões. A remuneração média dos trabalhadores ficou em torno de 2,1 salários mínimos, evidenciando a relevância da atividade para o mercado de trabalho nacional.

Construção de edifícios lidera geração de empregos

Entre os diversos ramos da construção civil, o segmento de edificações residenciais, comerciais e industriais foi o que mais empregou trabalhadores. Mais de 890 mil pessoas atuaram diretamente nessa área, representando mais de um terço da força de trabalho do setor.

Os serviços especializados, que incluem atividades como instalações elétricas, pintura e acabamentos, aparecem em seguida na geração de empregos. Já as obras de infraestrutura, apesar de concentrarem menor número de trabalhadores, registraram a maior média de funcionários por empresa, reflexo da complexidade e do porte dos empreendimentos executados.

Infraestrutura paga os maiores salários

O estudo também mostra diferenças na remuneração entre os segmentos. As empresas ligadas à construção de rodovias, pontes, sistemas de energia, saneamento e outras obras de infraestrutura apresentaram os melhores salários médios do setor, alcançando cerca de 2,6 salários mínimos por trabalhador.

Na construção de edifícios, a média ficou próxima de 1,9 salário mínimo, enquanto os serviços especializados registraram remuneração média de 1,8 salário mínimo.

Obras movimentam mais de meio trilhão de reais

O valor total das obras e serviços executados pela construção civil alcançou R$ 522,5 bilhões em 2024. A infraestrutura respondeu pela maior parcela desse montante, seguida pela construção de edifícios e pelos serviços especializados.

Entre os empreendimentos mais representativos entregues no período estão obras rodoviárias, ferroviárias e urbanas, além de projetos habitacionais e investimentos em energia, telecomunicações, abastecimento de água e saneamento básico.

Setor público segue como importante contratante

Os dados do IBGE apontam ainda que o poder público continua desempenhando papel estratégico para a construção civil brasileira. Aproximadamente um terço do valor total das obras executadas no país teve origem em contratos governamentais.

A participação é ainda mais expressiva nas obras de infraestrutura, segmento em que quase metade da demanda é gerada por investimentos públicos. Já nas construções de edifícios e nos serviços especializados, a iniciativa privada responde pela maior parte das contratações.

Custos e desafios

A mão de obra continua sendo o principal componente dos custos das empresas da construção civil, seguida pelas despesas operacionais e pelos materiais de construção. O levantamento também indica que o mercado permanece pulverizado, sem concentração significativa entre grandes empresas, favorecendo a competitividade do setor.

Especialistas destacam que os números reforçam a importância da construção civil para o desenvolvimento econômico do país. Além de impulsionar investimentos, o setor gera empregos, movimenta diversos segmentos da indústria e contribui diretamente para a expansão da infraestrutura e da habitação no Brasil.

Com forte presença em todas as regiões do país, a construção civil segue sendo um dos pilares da economia nacional, desempenhando papel fundamental no crescimento urbano, na melhoria da infraestrutura e na geração de oportunidades para milhões de brasileiros.