Mato Grosso do Sul registra mais de 11 mil casos prováveis de chikungunya em 2026

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Mato Grosso do Sul já contabiliza 11.521 casos prováveis de chikungunya em 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul no boletim epidemiológico referente à 18ª semana do ano. Deste total, 4.834 casos foram confirmados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).

O relatório também aponta a confirmação de 17 mortes causadas pela doença nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul e Douradina. De acordo com a SES, nove das vítimas apresentavam algum tipo de comorbidade. Um outro óbito segue em investigação.

Ainda conforme o boletim, o Estado registrou 65 casos confirmados de chikungunya em gestantes, o que mantém o alerta das autoridades de saúde para o acompanhamento e prevenção da doença.

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul soma 5.640 casos prováveis em 2026, sendo 827 confirmações até o momento. Segundo a SES, não há mortes confirmadas nem casos de óbitos em investigação relacionados à doença neste ano.

Os municípios de Corumbá, Água Clara, Brasilândia, Porto Murtinho, Amambai, Nioaque, Deodápolis, Itaporã, Sidrolândia, Três Lagoas e Campo Grande apresentaram baixa incidência de dengue nas últimas semanas.

A campanha de vacinação contra a dengue também segue em andamento no Estado. Conforme os dados da SES, mais de 223 mil doses já foram aplicadas na população-alvo. Mato Grosso do Sul recebeu do Ministério da Saúde um total de 241.030 doses do imunizante.

A vacina é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, faixa etária considerada prioritária por concentrar maior número de hospitalizações relacionadas à dengue. O esquema vacinal prevê duas doses com intervalo de três meses entre elas.

A Secretaria de Saúde reforça a orientação para que a população evite a automedicação e procure atendimento médico ao apresentar sintomas como febre, dores no corpo, manchas na pele e dores nas articulações.