Brasil amplia protagonismo na energia limpa e mira liderança global em biocombustíveis

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O potencial do Brasil em transformar sua força agrícola em liderança no mercado global de energia renovável foi um dos principais temas debatidos no VEJA Fórum de Energia 2026, realizado na capital paulista. O encontro reuniu especialistas, autoridades e executivos para discutir os caminhos da transição energética e o papel estratégico do país nesse cenário.

Durante o painel de encerramento, representantes do setor destacaram que o Brasil reúne condições favoráveis para se consolidar como um dos principais fornecedores de biocombustíveis no mundo. O CEO da Atvos, Bruno Serapião, afirmou que a crescente demanda internacional, impulsionada por crises geopolíticas e pela busca por alternativas ao petróleo, abre novas oportunidades para o país.

Segundo ele, a competitividade brasileira está diretamente ligada ao modelo integrado de produção, que combina agricultura, processamento industrial e aproveitamento de resíduos. Esse sistema permite maior eficiência, redução de custos e menor impacto ambiental, fatores que tornam o etanol brasileiro uma alternativa viável à gasolina no processo de descarbonização.

Outro ponto ressaltado foi o desenvolvimento tecnológico nacional, considerado um diferencial competitivo. De acordo com os especialistas, o Brasil não depende de soluções externas para ampliar sua produção de energia renovável, podendo inclusive exportar conhecimento e tecnologia para outros países.

A expansão da produção, conforme discutido no evento, pode ocorrer sem necessidade de desmatamento, utilizando áreas já degradadas e otimizando o uso da terra. Além disso, foi destacada a possibilidade de conciliar a produção de alimentos com a geração de energia, ampliando a eficiência do setor agrícola.

O debate também abordou os impactos das mudanças climáticas na produção rural e a necessidade de estratégias mais precisas para garantir produtividade e sustentabilidade. Nesse contexto, o etanol de cana-de-açúcar brasileiro foi apontado como uma das opções com menor emissão de carbono, reforçando sua posição no mercado internacional.

Ao final, os participantes avaliaram que o Brasil possui vantagens naturais, produtivas e tecnológicas para liderar a transição energética em segmentos específicos. O principal desafio, segundo os especialistas, será ampliar a escala de produção e consolidar o país como um fornecedor estratégico de energia limpa no cenário global.